O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, pediu ao Ministério da Defesa a indicação de um militar do Exército para trabalhar na Corte.
Em ofício encaminhado ao ministro José Mucio, o magistrado pede que seja colocado à disposição do tribunal um subtenente com experiência em áreas ligadas a gestão pública, licitações, contratos e processos administrativos.
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No documento, o juiz do TSE especificou que o militar precisa ter “sólida experiência profissional”.
Para fundamentar o pedido, o presidente do TSE citou o Estatuto dos Militares, que autoriza o afastamento temporário de integrantes das Forças Armadas quando nomeados para exercer cargo público civil de caráter temporário.
O documento foi expedido a quase três meses das eleições e prevê que o militar ocupe uma função comissionada de assistente no TSE.
A expectativa é que Mucio encaminhe a solicitação ao Comando do Exército para a indicação do oficial.
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Pedido do TSE não é inédito
Embora o pedido ocorra em um momento de preparação para as eleições de 2026, a aproximação entre o TSE e militares para funções administrativas não é inédita.
Em 2022, durante a presidência do ministro Edson Fachin, a Corte chegou a articular a nomeação do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para assumir a Diretoria-Geral do tribunal — cargo responsável pela administração interna, incluindo áreas como contratos e licitações.
Fernando Azevedo e Silva, que é ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, chegou a ser convidado para o cargo. O general, entretanto, desistiu de assumir a função ao alegar problemas de saúde.
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