Em Sintra, autoridades de BCs pelo mundo encontram um aliado no novo chair do Fed

SINTRA, ⁠PORTUGAL, 2 Jul (Reuters) – Autoridades de bancos centrais ⁠de todo o mundo acreditam ter encontrado um novo ‌aliado no chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, o que representa um raro ponto de convergência em uma relação que, de ‌resto, é difícil com os Estados Unidos.

Durante os três dias do encontro anual do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, o novo chair do Fed realizou uma série de reuniões privadas com seus pares da Europa e de outras regiões, incluindo um ⁠longo ‌almoço com a presidente do BCE, Christine Lagarde.

As conversas permaneceram ⁠em grande parte em nível geral, mal abordando questões como tendências de inflação, riscos do sistema bancário paralelo ou coordenação de políticas internacionais, disseram à Reuters fontes familiarizadas com as discussões.

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Mas as autoridades interpretaram o envolvimento de Warsh como ​um sinal de que o Fed continuará engajado no cenário global, aliviando temores de um afastamento dos fóruns internacionais que ​sustentam a cooperação entre bancos centrais.

Essa garantia foi significativa. Alguns banqueiros centrais haviam manifestado, em particular, a preocupação de que um Fed liderado por um nomeado por Trump pudesse se mostrar mais suscetível à pressão da Casa Branca sobre a ‌taxa de juros ou menos comprometido com ​a coordenação internacional que há muito tempo é um pilar da política monetária global.

O Federal Reserve continua sendo o principal provedor de liquidez em dólares em ⁠momentos de tensão financeira ​e, para alguns ​países, o guardião de uma parcela substancial de suas reservas de ouro.

É também a ⁠voz mais influente nos debates ​globais sobre política monetária e regulamentação financeira.

Nesse contexto, as autoridades chegaram a Sintra ansiosos para avaliar se as estreitas relações de trabalho que muitos ​mantinham com o ex-chair do Fed Jerome Powell sobreviveriam à transição.

Vários banqueiros centrais que conhecem Warsh desde ​sua passagem como diretor ⁠do Fed entre 2006 e 2011, ou por meio de sua participação posterior no ⁠órgão consultivo Grupo dos Trinta, afirmaram reconhecer o mesmo com quem lidaram durante anos.

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Outros alertaram que ainda é muito cedo para avaliar seu desempenho, já que ele terá de lidar com as exigências conflitantes de preservar sua credibilidade e administrar a pressão da Casa ​Branca.

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