O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou três auditorias para fiscalizar a aplicação de recursos das chamadas emendas Pix em municípios brasileiros. No principal processo analisado, foram auditados 26 contratos e locações em 18 municípios, envolvendo R$ 30,6 milhões. Entre as cidades investigadas estão Acaraú (CE), Patos (PB), Alagoa Grande (PB), Amapá (AP), Belém (PA), Campo Formoso (BA), Carneirinho (MG), Caroebe (RR), Coari (AM), Cruzeiro do Sul (AC), Ituiutaba (MG), Laranjal do Jari (AP), Neópolis (SE), Pracuúba (AP), Riacho da Cruz (RN), Rorainópolis (RR), São José da Laje (AL) e São Miguel do Guaporé (RO).
A auditoria identificou que, em 14 dos 18 municípios, os recursos foram transferidos das contas específicas para outras contas bancárias, comprometendo a rastreabilidade do dinheiro público. Em alguns casos, segundo o TCU, não foi possível comprovar com segurança que os valores foram aplicados na finalidade prevista.
Além disso, os auditores encontraram indícios de irregularidades em processos licitatórios, como possível direcionamento de licitações, restrição à concorrência, falhas na pesquisa de preços, pagamentos sem documentação suficiente e, em um dos casos, participação de empresa ligada a agente público.

Diante das irregularidades, o TCU determinou a abertura de tomadas de contas especiais e de representações para aprofundar as investigações, identificar eventuais prejuízos aos cofres públicos e responsabilizar os envolvidos. Durante a sessão, os ministros Jorge Oliveira e Vital do Rêgo Filho defenderam o fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência na execução das emendas Pix, destacando que os problemas identificados refletem um padrão nacional na aplicação desses recursos.
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