Avião de pequeno porte atinge arranha-céu mais alto de Pequim

Nesta sexta-feira, 26, um avião de pequeno porte, modelo Sunward SA 60L Aurora, colidiu com a Citic Tower, o edifício mais alto de Pequim, por volta das 18h, horário local. Não há informações sobre mortos ou feridos, e a causa do acidente ainda não foi divulgada.

Um avião de pequeno porte colidiu, nesta sexta-feira, 26, com o edifício mais alto de Pequim, capital da China. O acidente ocorreu por volta das 18h, no horário local, ou às 7h, em Brasília.

Até o momento, as autoridades chinesas não informaram se há mortos ou feridos nem divulgaram a causa da colisão.

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O avião, do modelo Sunward SA 60L Aurora, atingiu a Citic Tower, também conhecida como China Zun, o arranha-céu mais alto da capital chinesa. O impacto quebrou vidraças de um dos andares superiores, e a aeronave caiu em seguida na área em frente ao edifício.

Videos mostram a queda do avião

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram quando destroços caem sobre a rua e pessoas deixam o local às pressas.

Segundo testemunhas ouvidas pela agência Reuters, o estrondo provocado pela colisão foi “mais alto que fogos de artifício”.

A polícia isolou as vias de acesso ao prédio, impediu novas gravações e, segundo relatos de testemunhas, orientou pessoas que registraram o acidente a apagarem os vídeos. Publicações sobre o caso também desapareceram rapidamente das redes sociais chinesas.

O prédio mais alto da China

O arranha-céu tem 528 metros de altura e 109 andares. Projetado pelo escritório norte-americano Kohn Pedersen Fox (KPF), o prédio recebeu esse nome porque seu formato foi inspirado no zun, um vaso cerimonial de bronze utilizado na China Antiga.

As obras começaram em 2012 e foram concluídas em 2018. A torre abriga a sede do Citic Group, um dos maiores conglomerados estatais da China, além de escritórios de outras empresas.

O edifício utiliza tecnologias de engenharia desenvolvidas para suportar sua altura e as condições sísmicas da região de Pequim. Não há relatos de danos à estrutura do prédio em decorrência da colisão.

A investigação sobre o caso

O espaço aéreo sobre o centro de Pequim está entre os mais controlados da China. Voos privados enfrentam restrições rigorosas por causa da proximidade de prédios públicos, sedes de órgãos do governo e áreas consideradas estratégicas.

Por isso, um dos principais pontos da investigação será esclarecer como o Sunward SA60L Aurora conseguiu chegar até a região central da capital.

Até o momento, as autoridades não confirmaram se o voo possuía autorização nem confirmaram a identidade do piloto e se transportava passageiros.

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