A denúncia apresentada pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teve peso na decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), para enviar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro à chamada Papudinha e não à Papuda, como avaliava o ministro inicialmente.
Como mostrou à CNN, Antunes afirmou ao Supremo que sofreu pressão de policiais penais para fechar um acordo de colaboração premiada enquanto estava preso na unidade. A alegação levou Mendonça a solicitar explicações formais à administração do presídio, que negou as queixas.
A preocupação do ministro é evitar qualquer questionamento futuro sobre as condições de custódia de investigados sob sua relatoria, especialmente em processos de grande repercussão.
A Seape (Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal) negou ao STF a acusação de que policiais penais teriam pressionado o “Careca do INSS” a fechar acordo de colaboração.
No ofício sob sigilo, assinado pelo secretário Wenderson Teles, o órgão informa que foi encontrado um material não autorizado na cela de Antunes e que ele vai ser ouvido em um inquérito disciplinar. O material não foi detalhado.
Preso desde o fim do ano passado, o “Careca do INSS” é apontado pela PF (Polícia Federal) como personagem central do esquema de fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

