Jaques Wagner manifesta apoio à nova líder do governo no Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) apoiou a senadora Teresa Leitão (PT-PE), indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar o governo no Senado. Wagner deixou o cargo em meio a investigações da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou apoio à senadora Teresa Leitão (PT-PE), escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a liderança do governo no Senado.

Lula anunciou a indicação um dia depois de Wagner deixar o cargo, em meio às investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).

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Em publicação nas redes sociais, o senador desejou sucesso à sucessora e elogiou sua trajetória política. “Colega valorosa, Teresa é uma senadora preparada e comprometida para cumprir essa função com todo o empenho e dedicação”, disse.

Saiba mais:

A escolha de Teresa ocorreu depois de uma reunião entre Lula e Wagner no Palácio da Alvorada. O encontro selou a saída do parlamentar baiano da liderança do governo, cargo que ocupava desde o início do terceiro mandato do presidente.

Wagner afirmou, em nota, que a decisão de deixar a liderança ocorreu em comum acordo com Lula.

Saída de Wagner ocorreu em meio à pressão política

A saída de Wagner foi precedida por dias de pressão de integrantes do Palácio do Planalto e do PT, que defendiam uma mudança na liderança para reduzir os desgastes provocados pelas investigações envolvendo o Banco Master.

O senador chegou a resistir à possibilidade de deixar o cargo. Nos bastidores, aliados afirmavam que Wagner considerava uma saída imediata como forma de admitir culpa e defendia permanecer na função pelo menos até o recesso parlamentar.

Leia também: “A nova digital do PT no Banco Master”, reportagem publicada na Edição 317 da Revista Oeste

A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, Wagner teria atuado em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas.

O senador nega as acusações. Na segunda-feira 23, Wagner apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.

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