O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas (MS), com investimentos superiores a R$ 5 bilhões. A construção, iniciada em 2011 e paralisada há 12 anos, atingiu 80% de conclusão antes da interrupção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira, 25, da retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). A gestão petista anunciou mais de R$ 5 bilhões em investimentos para concluir a fábrica, cuja construção está paralisada há 12 anos.
O projeto começou em 2011, durante o governo Dilma Rousseff (PT), e chegou a atingir cerca de 80% de execução. Em 2014, porém, a Petrobras interrompeu os trabalhos em meio à crise financeira da estatal e às investigações da Operação Lava Jato.
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A Petrobras confirmou a retomada depois de uma reavaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do projeto e sua aderência ao Plano de Negócios 2026-2030 da estatal. A unidade agora integra o Novo Programa de Aceleração de Crescimento.
Impactos da Lava Jato
As empresas responsáveis pelas obras eram a Sinopec, estatal chinesa de energia, e a Galvão Engenharia. A estatal brasileira rescindiu o contrato por falta de pagamento a fornecedores e trabalhadores.
A Operação Lava Jato teve a Galvão Engenharia como um de seus alvos. Em março de 2015, a Polícia Federal prendeu Dario de Queiroz Galvão Filho, então presidente do grupo, sob suspeita de participação no esquema de corrupção investigado na Petrobras.
Durante o evento, Lula criticou a paralisação da unidade e afirmou que a retomada é necessária para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.
“Tenho orgulho de estar aqui hoje”, disse o presidente. “Logo que tomei posse, disse que precisávamos completar Três Lagoas. Sonhava com isso pronto. Imaginava que, lá por 2012, 2013 estaria pronto. Não ficou.”
Obra ficou inacabada por mais de uma década
Mesmo com a maior parte da estrutura pronta, a fábrica permaneceu abandonada durante mais de dez anos. O empreendimento foi projetado para produzir ureia e amônia, insumos essenciais para o agronegócio brasileiro.
Lula afirmou que a interrupção do projeto representou uma perda para a economia nacional. “Não é possível que um país com o tamanho do Brasil fique dependente da importação de fertilizantes para garantir sua produção agrícola”, disse.
Petrobras defende retomada do projeto
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também esteve presente no evento e afirmou que a estatal decidiu retomar a obra por considerar a produção de fertilizantes estratégica para o país.
“Estamos reconstruindo capacidades que o Brasil não deveria ter perdido”, afirmou Magda, durante a cerimônia.
Com a retomada, a fábrica deverá voltar a receber trabalhadores ainda neste ano.
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