A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoiar mais de uma candidatura ao governo de Pernambuco desencadeou novos atritos entre PT e PSB. Conforme o jornal O Globo, a situação exigiu atuação rápida da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) para evitar um racha no Estado, considerado estratégico para ambas as siglas.
O pré-candidato João Campos, do PSB, manifestou seu descontentamento ao presidente nacional petista, Edinho Silva, depois de declarações do ministro Wellington Dias. Ele sugeriu apoio de Lula à reeleição de Raquel Lyra, do PSD, e principal adversária de Campos. Em resposta, Silva procurou acalmar os aliados e desautorizou publicamente a fala do ministro.
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“Essa posição está clara desde o início”, disse Silva. “Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário.”
Articulações e tensões sobre alianças em Pernambuco


Wellington Dias argumentou que a campanha de Lula deve buscar alianças amplas, inclusive com lideranças de centro. O ministro citou o caso de Pernambuco como exemplo desse esforço de articulação política para garantir governabilidade em um eventual novo mandato.
No PSB, a repercussão das declarações foi negativa. Os dirigentes entendem que o apoio de Lula precisa ser exclusivo ao projeto de João Campos e ressaltam que um movimento diferente pode impactar a relação do PSB com o PT em outros Estados e afetar apoios futuros.
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A disputa em Pernambuco já vinha sendo motivo de debate entre as siglas. O ex-ministro Rui Costa, do PT, também chegou a defender o duplo palanque, contrariando Campos, sob o argumento de que a eleição de 2026 será acirrada, e Lula não pode abrir mão de apoios no Estado.
O cenário eleitoral teve mudanças nas últimas semanas. Pesquisa Datafolha do fim de maio apontou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto, superando João Campos, que marcou 43%. No levantamento anterior, Campos liderava com vantagem de 12 pontos porcentuais.

