O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o chefe da Casa Branca que mais classificou organizações como terroristas estrangeiras desde a criação da lista, em 1997. Somando os dois mandatos, o republicano incluiu 41 grupos na categoria, segundo dados do Departamento de Estado.
O segundo lugar é ocupado por Barack Obama, com 28 designações ao longo de oito anos de governo. George W. Bush aparece na sequência, com 16 inclusões.
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As classificações mais recentes de Trump incluem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), enquadrados como organizações terroristas estrangeiras em maio deste ano.
PCC e CV estão entre as inclusões mais recentes de Trump


Desde o início de seu segundo mandato, Trump realizou 29 designações ou alterações na lista. Entre elas estão facções criminosas da América Latina, cartéis mexicanos, grupos haitianos e organizações ligadas ao extremismo islâmico.
O PCC e o CV passaram a integrar a relação ao lado de grupos como o Cartel de Sinaloa, o Cartel Jalisco Nova Geração, o Tren de Aragua e o Houthi, do Iêmen.
A classificação permite sanções financeiras, restrições migratórias e medidas de cooperação internacional contra integrantes e apoiadores dessas organizações.
Lista de organizações terroristas foi criada em 1997
A relação de organizações terroristas estrangeiras surgiu durante o governo Bill Clinton como instrumento para combater grupos considerados ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos.
Inicialmente, a lista era composta principalmente de organizações do Oriente Médio, como Hamas, Hezbollah e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, George W. Bush ampliou o uso do mecanismo, incorporando grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.
Durante seus dois mandatos, Obama promoveu 28 designações ou atualizações na lista, concentradas principalmente em filiais da Al-Qaeda e do Estado Islâmico na África e no Oriente Médio.
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Entre os grupos incluídos estão Boko Haram, Estado Islâmico da Líbia, Estado Islâmico do Sinai e Al-Qaeda na Península Arábica. Já Joe Biden adotou uma postura mais restrita. Entre 2021 e 2025, foram seis novas designações, concentradas na África, América do Sul e Europa.
A partir de 2025, Trump ampliou o uso da ferramenta para atingir não apenas organizações jihadistas, mas também cartéis de drogas e facções criminosas transnacionais. A mudança aproximou o combate ao narcotráfico e ao crime organizado da estratégia antiterrorismo adotada pelos Estados Unidos.

