União Europeia abre negociações formais para adesão da Ucrânia

A União Europeia deu nesta quarta-feira, 4, mais um passo no processo de adesão da Ucrânia ao bloco. Os Estados-membros aprovaram a abertura da primeira rodada de negociações formais com Kiev depois de a Hungria retirar o veto que vinha bloqueando o avanço das conversas.

A decisão também libera o início das negociações com a Moldávia, outro país candidato à adesão. O aval foi dado durante reunião dos representantes permanentes dos países da UE em Bruxelas.

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Em comunicado, a Presidência cipriota do Conselho da União Europeia afirmou que a decisão representa um marco no processo de integração dos dois países.

“Isso representa um marco significativo no caminho para a integração europeia e envia uma forte mensagem de unidade e determinação da UE”, declarou.

A abertura das negociações não significa entrada imediata no bloco. O processo costuma levar anos e exige que os candidatos cumpram uma série de requisitos econômicos, jurídicos e institucionais.

Bandeira da UcrâniaBandeira da Ucrânia
A bandeira da Ucrânia | Foto: xiquinhosilva/Wikimedia Commons/Flickr

A adesão à União Europeia se tornou uma das principais metas estratégicas da Ucrânia nas últimas décadas, especialmente depois da Revolução de Maidan, em 2014, quando protestos pró-Ocidente derrubaram um governo alinhado a Moscou.

Naquele mesmo ano, a Rússia anexou a Crimeia e apoiou grupos separatistas no leste ucraniano, aprofundando a ruptura entre Kiev e o Kremlin.

A Ucrânia formalizou o pedido de adesão à União Europeia em fevereiro de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa em larga escala. Em junho daquele ano, o país recebeu oficialmente o status de candidato ao bloco.

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Além da integração à União Europeia, a Ucrânia busca há anos estreitar relações com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A aproximação com a aliança militar liderada pelos Estados Unidos é apontada pela Rússia como uma de suas principais preocupações de segurança e foi frequentemente usada pelo Kremlin para justificar sua oposição ao governo ucraniano.

Embora a Otan tenha reafirmado que a Ucrânia poderá integrar a aliança no futuro, não existe um cronograma definido para a adesão. Desde o início da guerra, vários países membros têm evitado estabelecer prazos concretos para evitar uma escalada direta do conflito com Moscou.

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