O senador Flávio Bolsonaro (PL) exibiu nesta quarta-feira (4) um cartaz com a frase “O PIX é do Brasil e do Bolsonaro”, um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar uma mensagem semelhante afirmando que “O PIX é do Brasil!”. A disputa ocorre em meio ao possível novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos ao Brasil por supostas práticas comerciais prejudiciais às empresas do país, principalmente em relação ao sistema de pagamentos.
Enquanto a campanha de Lula pretende adotar o PIX como uma de suas principais bandeiras para as eleições deste ano, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) destacam que a ferramenta entrou em operação durante sua gestão.
“Vamos fazer trabalho sério, como ele [Lula] não vai conseguir resolver tarifas, me coloco à disposição do povo brasileiro, faço esse esforço, espero que minha carta funcione e o governo não imponha as tarifas”, declarou Flávio Bolsonaro em entrevista ao jornal mineiro O Tempo mais cedo.
Flávio Bolsonaro também afirmou que o governo americano estaria insatisfeito com a condução da política externa brasileira e responsabilizou Lula pelo desgaste internacional do país.
“O governo americano pode estar com raiva do Lula, tem todos os motivos para punir o Lula. […] O Lula está queimadaço no mundo inteiro”, completou.
O senador pontuou que teria condições de negociar diretamente com líderes internacionais para tentar evitar medidas econômicas contra o Brasil “de igual para igual com o presidente dos Estados Unidos, com a China”. “A atual política do Lula apequenou o Brasil, hoje o Brasil é visto como pária internacional”, completou.
O governo dos Estados Unidos anunciou a taxação de 25% sobre os produtos brasileiros exportados para lá como punição à conclusão de parte da investigação da chamada “Seção 301” de práticas comerciais prejudiciais às empresas do país norte-americano, incluindo críticas ao PIX. E, na última noite, uma tarifa extra de 10,5% por suposta falha no combate ao trabalho forçado na produção de bens.
Embora o PIX tenha sido lançado oficialmente em novembro de 2020, durante o governo Bolsonaro, seu desenvolvimento começou ainda em 2018 por equipes técnicas do Banco Central, na gestão do então presidente da instituição, Ilan Goldfajn, durante o governo Michel Temer (MDB).
Em 16 de novembro de 2020, o sistema entrou em plena operação e colocou o Brasil entre os países que contam com um modelo de pagamentos instantâneos em funcionamento.


