O PCC deixou de ser um problema brasileiro

Na última semana, o governo norte-americano anunciou que vai classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. De acordo com a colunista de Oeste Ana Paula Henkel, a decisão parte do crescimento internacional das organizações fora da lei.

Em relação ao PCC, a articulista afirma que o grupo criminoso deixou de ser um problema apenas para o Brasil. Ela reforça que a facção, que surgiu de dentro da cadeia, atua em diferentes países.

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“Durante muito tempo, o crescimento do PCC foi tratado como um fenômeno doméstico. Essa interpretação já não corresponde à realidade”, afirma Ana Paula. “O PCC de hoje não é apenas uma facção criminosa nascida dentro do sistema prisional brasileiro. É uma organização transnacional com capacidade operacional em diferentes continentes, presença em rotas internacionais de tráfico e influência crescente sobre mercados ilícitos que movimentam bilhões de dólares todos os anos.”

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“Essa transformação ajuda a explicar por que Washington passou a olhar para a organização de forma diferente”, prossegue a colunista. “A presença de integrantes e operadores ligados ao PCC em Estados americanos é observada há anos pelas autoridades locais.”

PCC e CV, grupos terroristas

Além de escrever sobre a ação internacional do PCC, Ana Paula Henkel se propõe a analisar o recado que o governo dos Estados Unidos manda para o Brasil ao classificar a facção paulista e o carioca CV como grupos terroristas — tal qual o Hamas e o Hezbollah.

Disponível de forma exclusiva aos mais de 100 mil assinantes, o texto “O duro recado de Washington” integra a Edição 234 da Revista Oeste.

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