A polícia da Espanha realizou nesta quarta-feira, 27, buscas na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), legenda do premiê Pedro Sánchez, em Madri. A operação ocorre em meio ao avanço de investigações sobre supostas irregularidades em contratos públicos ligados a integrantes do partido.
A ação da Guarda Civil da Espanha integra uma investigação conduzida pela Audiência Nacional espanhola. O caso envolve a ex-militante socialista Leire Díez e empresários suspeitos de participação em um esquema de favorecimento na adjudicação de contratos públicos.
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Os agentes também cumpriram diligências em endereços ligados ao ex-secretário de Organização do PSOE Santos Cerdán e ao empresário Javier Pérez Dolset.
Governo enfrenta novas frentes de investigação
A operação amplia a pressão política sobre Pedro Sánchez, que enfrenta uma sequência de investigações envolvendo aliados e pessoas próximas.
A esposa e o irmão do premiê são investigados por suspeitas de tráfico de influência. O ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero também passou a ser alvo de apuração sobre possíveis irregularidades no resgate financeiro de uma companhia aérea estatal.
Outro caso envolve Santos Cerdán e o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos. A Polícia Federal investiga ambos por suspeita de participação em um suposto esquema de propina relacionado ao período da pandemia de Covid-19.
Em entrevista coletiva em Roma, Sánchez afirmou que o PSOE irá colaborar com as investigações. “Respeitamos o sistema judiciário”, declarou o premiê espanhol.
Apesar da pressão política, Sánchez rejeitou antecipar eleições parlamentares. “Se a Constituição diz que a duração de uma legislatura é de quatro anos, então são quatro anos”, afirmou.
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