O China Media Group (CMG) comprou os direitos de transmissão dos próximos mundiais de futebol da Fifa. A emissora estatal CCTV anunciou o negócio nesta sexta-feira, 15. O acordo garante a exibição dos torneios masculinos de 2026 e 2030, além das Copas do Mundo Femininas de 2027 e 2031, com cobertura de transmissões por televisão, internet e celulares.
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A assinatura do contrato resolve a agonia de milhões de torcedores chineses. O público local corria o risco de ficar sem imagens oficiais do torneio na América do Norte, que começa em menos de um mês.
Os telespectadores da China vão enfrentar madrugadas em claro para acompanhar as partidas na América do Norte. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, em 11 de junho, vai começar às 3 horas da manhã, no horário de Pequim. A grande final do campeonato, agendada para 19 de julho em Nova Jersey, vai ao ar no mesmo horário alternativo.
O mercado digital do país asiático é o maior do planeta. Dados da Fifa revelam que a China respondeu por 49,8% de todas as horas assistidas em redes sociais e plataformas digitais na Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar.
Pressão na Índia
A Fifa resolveu o problema com Pequim, mas os dirigentes da federação internacional correm para fechar a transmissão com a Índia. Os dois países asiáticos concentram 3 bilhões de habitantes e representam a maior fatia do mercado publicitário da entidade.
A federação busca fechar os contratos indianos antes do pontapé inicial do torneio. A venda de direitos de exibição para a Ásia garante o cumprimento das metas financeiras da Fifa para o ciclo atual de competições.
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