RJ: Número de mortos em Petrópolis por temporais chega a 33

Chuvas, além do alto número de mortes, são responsáveis por grande número de desabrigados na região (FOTO: TÂNIA REGO/ABR)

O Corpo de Bombeiros fluminense informou ontem que alcança 33 o número de pessoas mortas pelas chuvas em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio. Os trabalhos de buscas continuam na cidade, sobretudo no bairro Quitandinha, um dos mais afetados pelas chuvas. Na cidade, mais de quatro mil pessoas continuam desabrigadas. Os temporais que castigaram a região provocaram vários alagamentos e deslizamentos de terra.

Entre os óbitos em Petrópolis estão os de dois agentes da Defesa Civil. Fernandes de Lima e Paulo Roberto Filgueiras orientavam moradores a abandonar a área, quando uma avalanche arrastou um muro, que caiu sobre os dois. Eles morreram na hora. Um terceiro agente sofreu traumatismo craniano e está internado.

Para a Defesa Civil, parte das vítimas das chuvas em Petrópolis poderia ter sobrevivido se os moradores tivessem atendido ao alerta de sirenes e deixado rapidamente a área. Em dois bairros onde houve mortes, Bingen e Lagoinha, no entanto, faltavam sirenes, porque são classificados como áreas de risco três em uma escala de um a quatro. Os equipamentos são colocados apenas em regiões com grau máximo de risco. O Governo do Rio de Janeiro enviou um projeto de lei à Assembleia Legislativa para tornar obrigatória a inclusão de mapeamento de áreas de risco feito pelo Estado nos planos diretores dos municípios.

Evitar inundações

O Ministério Público (MP) ingressou com ação para que a Prefeitura de Petrópolis, o Governo do Estado e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) executem serviços para evitar o transbordamento dos rios Quitandinha e Piabanha, que provocaram enchentes na região.

Além disso, o MP também exigiu dois tipos de indenização: uma pelas perdas patrimoniais das vítimas das enchentes e outra por dano moral coletivo, com verba destinada ao Fundo Nacional dos Direitos Difusos.

A ação pede ainda que seja elaborado, em um prazo de 30 dias projeto de engenharia e a recomposição da mata no entorno dos rios. O prazo para execução dos trabalhos é de 180 dias.

O Povo

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