De promessas políticas a episódios de crise, o cenário do PT em Mauriti (CE) tem se transformado em um verdadeiro campo de desgaste. Reclamações, denúncias, escândalos e exonerações recentes colocam a gestão municipal sob pressão e podem redesenhar o panorama político local.
Candidatura frustrada
Chegou a ser cogitada a candidatura de um nome do PT local à Assembleia Legislativa, com apoio do deputado federal José Guimarães. No entanto, a proposta esbarrou na falta de articulação política e na avaliação negativa da atual gestão. Até Guimarães, padrinho político da ideia, enfrenta dificuldades para viabilizar sua candidatura ao Senado.
Reclamações e insatisfação popular
Entre as críticas recentes, universitários chegaram a divulgar uma “Nota de Repúdio” contra a Prefeitura após a suspensão do transporte público estudantil em julho. Embora o serviço tenha sido retomado, a repercussão adicionou mais desgaste à imagem da gestão.
Escândalos e exoneração
Dois episódios agravaram ainda mais a situação do prefeito João Paulo:
Farra dos combustíveis: O Ministério Público apura o gasto de R$ 5,4 milhões com combustíveis pela Prefeitura em 2024 — valor superior ao de cidades maiores como Juazeiro do Norte, Barbalha e Brejo Santo.
Festival Junino: A contratação, sem licitação, da empresa T. Ferreira dos Santos por R$ 58.580,00 para um evento escolar, gerou denúncia ao MP. A empresa foi aberta pouco mais de um mês antes da contratação e está registrada em nome da namorada de um secretário da gestão. Após o caso vir à tona, o secretário pediu exoneração — ainda não se sabe se por decisão própria ou por ordem do prefeito.
Silêncio e incertezas
Diante das polêmicas, o prefeito João Paulo e lideranças do PT têm mantido um certo silêncio. Resta saber se se trata de uma pausa estratégica, um recuo tático ou se, de fato, consideram que tudo está sob controle. O certo é que o “sumo” político extraído momentaneamente em Mauriti tem deixado um gosto amargo para a atual gestão.

