Os dados do Censo 2023 divulgados pelo IBGE na sexta-feira (22/12) mostram o aumento da população que se declara não branca no Brasil cresceu desde 2010.

- Os pardos passaram a ser o maior grupo racial do Brasil, 45,3% da população;
- Os brancos caíram e hoje são 43,5%; em 2010, eram 47,7%;
- Os pretos cresceram e passaram a ser 10,2% da população, ante 7,6% em 2010;
- Os indígenas agora são 1,7 milhão, ou 0,8% ante 0,5% em 2010 (parte do aumento é explicado por uma mudança de metodologia);
- Os amarelos caíram de 1,1% para 0,4% da população.
Segundo o IBGE, a mudança no perfil racial do Brasil mostrada pelo Censo revela a conscientização racial da população do país.
Indicadores de renda, trabalho e educação apontam, entretanto, que a desigualdade racial persiste.
Pretos e pardos são mais afetados pelo desemprego e ganham menos por hora trabalhada, por exemplo. E, entre as pessoas que não podem estudar (nem trabalhar) porque precisam cuidar de casa ou dos parentes, as mulheres pretas ou pardas são a maioria.
Durante lançamento dos dados de raça do Censo 2022, o presidente da Fundação Palmares, João Jorge, destacou a importância dos dados para a formação de políticas públicas. “Esses números [que mostram o aumento da população não-branca] vão ajudar a dizer que a pobreza tem cor, que o desemprego tem cor”, disse, na ocasião.
*Com informações do G1
Quer receber nossas notícias em primeira mão? É só entrar em um dos grupos, basta clicar AQUI e escolher.

