A Universidade do Tennessee concordou em pagar quase US$ 2 milhões à ex-professora Tamar Shirinian para encerrar uma ação judicial, depois de demiti-la por celebrar a morte do ativista conservador Charlie Kirk nas redes sociais.
A Universidade do Tennessee concordou em pagar quase US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) à ex-professora Tamar Shirinian para encerrar a ação judicial movida pela docente contra a instituição de ensino superior.
Tamar foi dispensada depois de publicar mensagens nas redes sociais em que comemorava a morte do ativista conservador Charlie Kirk e o chamava de “psicopata nojento”.
Receba nossas atualizações
Leia também: “Vitimas da intolerância”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 288 da Revista Oeste
O conselho de curadores da universidade aprovou o acordo nesta semana. Apesar da indenização, Tamar não voltará ao quadro de professores.
Charlie Kirk morreu em campus universitário
Um atirador assassinou Kirk, fundador da organização conservadora Turning Point USA, enquanto este participava de um debate no campus da Universidade de Utah, em setembro de 2025.
Logo depois do assassinato, Tamar publicou: “O mundo está melhor sem ele”. Em seguida, também atacou a viúva e os filhos do ativista ao afirmar que as crianças estariam em melhor situação sem o pai. Mais tarde, pediu desculpa e classificou as mensagens como “insensíveis”.
Dezenas de professores, estudantes e servidores públicos sofreram punições disciplinares por publicações relacionadas ao assassinato de Kirk.
Defesa alega violação da liberdade expressão
Ao justificar a demissão, a reitoria afirmou que a professora celebrou um assassinato ocorrido em um campus universitário e desrespeitou a família da vítima. A universidade considerou que as declarações violaram os padrões de conduta exigidos de um integrante do corpo docente.
Os advogados de Tamar alegaram que a universidade violou seu direito constitucional à liberdade de expressão ao puni-la por publicações nas redes sociais.
O acordo encerrou a disputa judicial sem que a Justiça analisasse o mérito da ação.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

