Tratamento do Câncer de Rim – A Cura que vem do Gelo

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Nas últimas décadas médicos e pacientes tem assistido um enorme movimento em saúde pelas técnicas que geram menos desconforto aos pacientes e que mantenham a cura de condições importantes, como os tumores, nos mesmos níveis dos tratamentos considerados clássicos ou Gold Standars.

Especificamente em relação os Rins podemos destacar um tratamento que cada vez mais chama a atenção de médicos e pacientes, a crioablação de tumores renais, que consiste no congelamento de tumores a temperaturas inferiores a  – 40oC utilizando-se apenas punções com agulhas especiais.

A crioablação tem ganhado força porque a maior parte das lesões tumorais renais é pequena ao diagnóstico e pode ser tratada com segurança sem grandes incisões. Dessa forma, pessoas com sérios problemas renais e que precisam do máximo funcionamento de seus rins, aqueles com apenas um rim, pacientes idosos com muitas doenças associadas e mesmo jovens com ainda pequenas lesões podem ser candidatos a essa modalidade de tratamento.

A Crioablação não é nova, mas se remodelou nos últimos 10 anos, passando a oferecer as melhores condições para que cirurgiões possam aplica-la de modo eficiente. Novos dispositivos foram desenvolvidos para controle rigoroso e em tempo real das baixas temperaturas, agulhas para punção tornaram-se mais finas e, portanto, muito menos agressivas e passamos a conhecer melhor a história de pacientes submetidos ao procedimento ao longo desse período.

O mecanismo de destruição das células cancerígenas é bem conhecido: ocorre destruição de proteínas das células e após desorganização de suas membranas elas literalmente explodem, morrendo instantaneamente. Além disso, através de um processo desencadeado pelas baixas temperaturas, ocorre destruição tecidual adicional por ausência de vascularização adequada na área tratada.

Há duas maneiras de aplicarmos o probes ou agulhas que promovem o congelamento das células: a via percutânea, na qual o paciente é deitado em uma maca na sala de uma tomografia; e a via laparoscópica, na qual o paciente precisa ser dirigido ao centro cirúrgico para receber as punções. A via Percutânea é um excelente método para os tumores que se expõem da face convexa do rim e a via Laparoscópica é recomendada para tumores na parte anterior, no polo superior do rim ou para tumores profundos no centro do rim. O procedimento em geral é rápido e os pacientes recebem alta em algumas horas  ou no dia seguinte.

Alguns hospitais em São Paulo oferecem esse procedimento há alguns anos e, recentemente, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz capacitou uma equipe no MD Anderson Cancer Center nos EUA para a realização da crioablação em tumores do rim, fígado, de ossos e do pulmão.

Veja como ocorre o processo de Crioablação:

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