Sem USAID, esquerda acumula derrotas na América Latina

Receoso das consequências de atacar Donald Trump diretamente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva mudou de alvo em suas bravatas contra o “imperialismo”: agora as diatribes são proferidas contra Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado dos EUA.

Antes das recentes trocas de farpas – Rubio acusou Lula de colocar o ego à frente dos interesses do país, enquanto o petista desafiou o americano a montar um comitê para Flávio Bolsonaro em solo brasileiro – o embate com Rubio já ocorria nos bastidores.

No Ouça Essa, o jornalista Marcos Tosi lembra que foi Marco Rubio quem comandou o desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Na visão do republicano, endossada por Trump e Elon Musk, a USAID passou a funcionar em governos democratas como um braço internacional da agenda ideológica progressista. Isso se sedimentou pelo apoio sistemático a ONGs, sindicatos, partidos e políticos alinhados com políticas de gênero, ativismo ambiental, diversidade, equidade e inclusão (DEI), e, por vezes, ajudando iniciativas de cerceamento à liberdade de expressão.

Derrocada da esquerda na América Latina coincide com fim do USAID

Em todo o globo, mais de 80% dos programas da USAID foram cancelados e cerca de 5.200 contratos acabaram encerrados. Restam cerca de mil programas, agora administrados diretamente pelo Departamento de Estado comandado por Rubio.