
Aquele odor desagradável que deixa qualquer um sem graça pode ser um simples lapso na higiene pessoal como também o indício de algum problema de saúde. O mau hálito é um vilão que pode ser combatido com precauções simples de serem adotadas no dia a dia. Atenção maior à higienização da boca é o primeiro passo para a resolução do problema, mas, se ele persistir, pode ser o caso de consultar um dentista para investigar se as causas vão além de um desleixo com a higiene bucal.
Gastrite, infecções de garganta, úlcera, refluxo, diabetes, por exemplo, são doenças que podem desencadear o distúrbio. “O mau hálito pode ter origem bucal ou estomacal. A origem bucal pode indicar uma higiene deficitária ou restaurações mal adaptadas, dentes cariados, raízes residuais e próteses inadequadas. A estomacal, a ingestão de alimentos que não contribuem para um bom hálito”, explica a dentista Cynthia Braga. Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Halitose (Abha) entre maio e setembro de 2011, última da entidade, os jovens brasileiros não vêm dando a devida atenção à sua saúde bucal.
O estudo evidenciou que 37% dos entrevistados já apresentaram alteração do hálito, 31% dos jovens só escovam os dentes duas vezes ao dia e 61% não usam fio dental – e que 5% dos jovens com mau hálito disseram que ele foi razão para que este percentual deixasse de namorar ou sair com os colegas.
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Dicas para evitar ou corrigir
Segundo Rosane Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto, o mau hálito tem cura em aproximadamente 100% dos casos. “Para tanto, é imprescindível que o paciente visite seu dentista, a fim de que o profissional identifique a real causa do problema e passe o tratamento mais adequado para o caso”, pondera. Diversas são as ações que podem ser tomadas para que seja evitado ou corrigido o distúrbio. Maneira correta de escovar os dentes e jejum na medida certa são exemplos. Confira seis dicas.
1.Separe um tempo para escovar também a boca
A recomendação de especialistas é que os dentes sejam escovados, no mínimo, três vezes ao dia por dois minutos. Durante a escovação, deve-se dar atenção à língua, bochechas e céu da boca, além dos dentes. Cynthia ressalta que o mau hálito decorrente da cavidade oral pode ser ocasionado devido à saburra lingual – placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada que se forma no sobre a língua.
2.Não escove os dentes com muita força
A escovação é um processo de limpeza que deve ser realizado com vigor para que o biofilme bacteriano (placa bacteriana) não se forme nos dentes, gengivas ou língua. Entretanto, como a boca é uma área delicada do corpo, lesões podem prejudicar a mastigação e abrir espaço para que inflamações aconteçam. Outro maleficio é a perda do esmalte dos dentes, o que faz com que eles fiquem menos brilhantes. Então, vale redobrar a atenção: as escovas com cerdas do tipo dura são menos indicada para aquelas pessoas das “mão pesadas”.
3.Intervalo ideal para escovar os dentes
Demorar muito tempo entre o fim da refeição até escovar os dentes pode causar o acúmulo de placa bacteriana e, consequentemente, a formação de doenças bucais. Segundo o dentista Max Ferreira, “para que esse processo higiênico seja eficaz”, deve ser realizado num intervalo de até 30 minutos após as refeições.
4.Troque a escova de dentes a cada três meses
O tempo médio da vida útil de uma escova de dentes não passa de três meses – e, no caso de algumas pessoas, pode ser até menor. A dica é observar as cerdas que, se estiverem muito gastas, indicam que a pessoa precisa providenciar uma nova escova. Ainda quanto a elas, é recomendável observar na hora da compra que tipo de escova mais se adapta às suas necessidades.
5.Evite comer alguns alimentos
Alimentos com odor forte ou contendo enxofre em sua composição (alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis, por exemplo); gorduras e frituras em geral (batatas fritas e hambúrgueres, mortadela, salame e sardinha), de ação estimulante (café, refrigerantes que contem cola, achocolatados), ricos em proteínas (carne vermelha, leite e derivados), dentre outros, deixam o hálito carregado. “A ingestão de alimentos que alteram o odor do hálito são as causas mais comuns da halitose extrabucal”, afirma a dentista Cynthia Braga.
- Beber água e evitar o jejum prolongado
Quando o indivíduo fica muito tempo sem ingerir nenhum tipo de alimento ou água o organismo começa a liberar ácidos graxos. A água ajuda a aliviar o mau hálito. “A liberação de ácidos graxos pelo organismo automaticamente geram o mau hálito. Portanto, minha orientação é que a pessoa coma de três em três horas”, completa Rosane Faria.
Fonte: O Povo Online

