Autoproclamado “a voz romântica”, Pablo não é só mais um cantor que valoriza a dor de cotovelo. Aos 29 anos, a principal voz da sofrência passou a ser objeto de desejo de milhares de mulheres assanhadas que costumam fazer loucuras para tentar ficar mais próximas do ídolo.
— Teve uma fã que se escondeu no banheiro do camarim e invadiu o espaço quando entrei. Elas costumam tirar a calcinha e o sutiã na hora do show e jogar no palco. É uma loucura! O fã homem é mais contido. Já a mulher quer tirar foto, cheira, beija e aperta o bumbum — diverte-se Pablo, que se apresenta em dose dupla amanhã no Rio, na Feira de São Cristóvão, na Zona Norte, e em Itaboraí.
Um dos compositores do hit “Fui fiel”, regravado por Gusttavo Lima, Pablo revela que sofreu por amor uma única vez na vida, na adolescência, pela namorada, com quem acabou se casando.
— Só uma me fez sofrer: minha mulher, Adriele, com quem estou casado há 15 anos. Às vezes brigávamos, e isso me deixava muito triste. Ainda hoje, já maduros, brigamos. Mas faz parte do relacionamento. Na grande maioria das vezes, estamos muito bem. Ela é a mulher da minha vida e a mãe dos meus filhos — declara ele, intérprete também de “Homem não chora”, que estará na trilha de “I love Paraisópolis”, próxima trama das sete.
Com o sucesso, cantar virou uma dura rotina. Para a voz não falhar e o corpo não padecer, aulas de fonoaudiologia, exercício físico e ingestão de líquidos para aguentar a média de 25 shows ao mês. A seu lado está uma equipe de 50 pessoas, todos sempre juntos viajando de Norte a Sul do Brasil em dois ônibus e um caminhão.
Baiano de Candeias, Agenor Apolinário dos Santos Neto começou a cantar aos 6 anos. Mas, até se transformar no sucesso Pablo, muita coisa aconteceu:
— Precisava ajudar a família. Depois de um tempo, fui viver minha vida e fiquei anos sem dar notícias. Com 15 anos, já no grupo Asas Livres, juntei uma grana e consegui comprar uma casa para minha mãe. Depois disso, entrei no Arrocha, onde fiquei até 2010, quando comecei minha carreira solo.


