A ditadura da Nicarágua, sob o comando de Daniel Ortega, iniciou na terça-feira, 21, a elaboração de um plano parlamentar após o anúncio de que não haverá mais eleições no país, feito por Ortega no domingo, 19. A Assembleia Nacional, controlada pela ditadura, realizará análises internas e sessões com o Conselho Supremo Eleitoral para implementar reformas que buscam promover “a estabilidade e segurança, além de bloquear a oposição”.
A ditadura da Nicarágua iniciou, nesta terça-feira, 21, a elaboração de um plano parlamentar alinhado às recentes determinações do ditador Daniel Ortega, que encerrou a realização de eleições no país.
A decisão, comunicada oficialmente, envolve a Assembleia Nacional. O órgão anunciou a realização de análises internas e sessões com o Conselho Supremo Eleitoral para estruturar as próximas reformas.
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Essas medidas buscam, segundo o Parlamento, promover a estabilidade, a segurança e a continuidade das políticas de combate à pobreza. Além disso, reforçam práticas políticas que a ditadura classifica como democráticas e soberanas.
A gestão argumenta que a iniciativa busca garantir a manutenção das conquistas sociais e bloquear o avanço da oposição, frequentemente acusada de conspirar contra o regime.
Fim das eleições e endurecimento do regime na Nicarágua
No domingo 19, Ortega afirmou publicamente não haver mais espaço para eleições. Ele justificou que opositores, em sua maioria no exílio, pretendem usar o processo eleitoral para tomar o poder.
“Eles gostariam de vencer as eleições para lucrar com as escolas”, afirmou. “Mas que esqueçam isso: aqui não haverá mais eleições, para que não tentem, por esse caminho, tomar o governo e o poder.”
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O ditador, que está à frente do país desde 2007, também anunciou que a Assembleia, sob controle governista, vai aprovar leis para, nas palavras dele, “erguer um muro, um bloqueio contra os golpistas e os traidores da pátria”.
Veja a nota na íntegra
“A Assembleia Nacional desta Nicarágua Soberana, Abençoada, Eternamente Dignificada e Livre informa ao povo nicaraguense que, com base nas declarações do Chefe de Estado, Comandante Daniel Ortega, a respeito dos processos políticos da Nicarágua e dos nicaraguenses para assegurar a paz, a segurança, a estabilidade e a continuidade das conquistas contra a pobreza, inicia as análises necessárias para elaborar um plano de trabalho que esteja em conformidade com as diretrizes presidenciais.
A Assembleia Nacional realizará sessões especiais com o Conselho Supremo Eleitoral para assegurar os trâmites constitucionais, legais e formais que fundamentam as reformas, para um Estado e caminhos que garantam os fundamentos jurídicos deste aspecto crucial do quadro institucional, e que apoiem as práticas políticas, democráticas, soberanas e livres de nossos processos eleitorais nacionais e locais.
A Assembleia Nacional se reúne para cumprir os mandatos recebidos em 19 de julho, 47º aniversário do Triunfo da Democracia e da Liberdade na Nicarágua.
A soberania do nosso povo e do nosso país é uma questão que cabe aos nicaraguenses decidir.
A Nicarágua triunfa
em paz e unidade.”

