Moraes cobra PF sobre posts associando Bolsonaro ao canibalismo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu cinco dias para que a Polícia Federal (PF) apresente os dados dos autores de 44 postagens que associavam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prática do canibalismo. A decisão foi assinada nesta terça-feira (28) e está relacionada à campanha de 2022. O caso estava parado desde fevereiro de 2025, quando a secretaria da Corte certificou que a corporação perdeu o prazo para disponibilizar as informações.

Em 2016, Bolsonaro concedeu uma entrevista ao jornal americano The New York Times em que afirmou que “comeria o índio sem problema nenhum”, uma vez que “é a cultura deles”. O ex-presidente relatou que, durante uma visita a uma comunidade, notou uma movimentação. Após questionar, ficou sabendo que um dos indígenas, que havia morrido, seria cozinhado. Após manifestar interesse em observar, ouviu de um deles que “se for, tem que comer”, pelo que respondeu positivamente, mas sem a concordância da comitiva.

As postagens ocorreram desde o dia do segundo turno, 30 de outubro de 2022, até o dia 10 de janeiro de 2023, quando Lula (PT) já havia tomado posse. Uma decisão do TSE também determinou a remoção de uma propaganda do PT na televisão abordando o mesmo episódio, de forma descontextualizada.