Moraes ameaça candidatura de Flávio com casos discrepantes

No despacho em que cobrou explicações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o vídeo com seu avatar, produzido com inteligência artificial e exibido na convenção do PL, o ministro Alexandre de Moraes antecipou possíveis consequências eleitorais para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Moraes escreveu que o uso da “deepfake” de Bolsonaro no evento pode configurar uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político e econômico, ilícitos que acarretam a cassação de candidatura (ou do diploma) e inelegibilidade.

Para isso, o ministro citou precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma nova resolução da Corte, deste ano, que prevê essa consequência para “o uso de conteúdo sintético gerado ou modificado por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes em violação às normas eleitorais”.

As decisões citadas como precedentes, no entanto, trazem situações distintas do que ocorreu na convenção do PL e punições muito menores, de multa. O enquadramento apresentado pelo ministro, além disso, foi lançado no processo de execução penal de Jair Bolsonaro, no STF, e não num processo relacionado às eleições, no TSE.