Em Milagres-CE, foi registrado um caso ainda não confirmado pelas autoridades, de suspeita de Leishmaniose (calazar) em um ser humano. Mediante o fato, os parlamentares da oposição se pronunciaram sobre o caso na ultima reunião da câmara, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (06-11).
O vereador Ivan Rodrigues (PDT) lembrou o caso e mencionaram os vários cachorros que estão espalhados pela cidade, os parlamentares Lorim (PDT) e Giancles Filgueira (PDT), frisaram que é preciso que haja providencias a respeito do assunto.
O vereador Ozorio Dantas (PP) relatou que o município sofre desde 2013 com casos de calazar. Já Jorge de Dona Iraci (PP) mencionou a boa vontade dos Agentes de Edemias do município, mas denunciou que os mesmos não fazem um trabalho melhor por que não lhes é dado condições de trabalho, por parte da prefeitura municipal.
Casos de Leishmaniose
O as imediações do local onde há a suspeita de Leishmaniose humana estás sendo monitorado, porém há suspeitas de animais em outras localidades de animais infestados com a doença.
O calazar é a segunda doença parasitária que mais mata no mundo – apenas a malária é mais mortal. Assim como a doença de Chagas e a doença do sono, o calazar é uma das mais perigosas doenças tropicais negligenciadas (DTNs). Todos essas doenças podem ser prevenidas pelos Agentes de Edemias.
O que causa o calazar?
O calazar é causado por picadas do mosquito-palha phlebotomina, vetor que transmite o parasite leishmania. Os mosquitos se alimentam de sangue de animais e de humanos para desenvolver seus ovos.
Se o sangue contendo parasitas leishmania for sugado de um animal ou de um humano, a próxima pessoa que for picada também será infectada e desenvolverá a leishmaniose.
Meses após a infecção inicial, a doença pode evoluir para uma forma mais grave, chamada leishmaniose visceral ou calazar.
Sintomas do calazar
Inicialmente, parasitas leishmania causam feridas no local da picada do mosquito-palha. Se a doença progredir, ela ataca o sistema imunológico.
O calazar se manifesta de dois a oito meses após a infecção com sintomas mais generalizados, incluindo febre prolongada e fraqueza.
Diagnosticando o calazar
Os testes mais efetivos para diagnóstico de leishmaniose são invasivos e potencialmente perigosos, pois demandam amostras de tecido, gânglios linfáticos ou da medula espinhal. Esses testes requerem instalações laboratoriais e especialistas que não estão disponíveis imediatamente em áreas endêmicas e com poucos recursos.
O método mais comum para diagnosticar o calazar é por meio do teste da tira reagente. Entretanto, esse método é muito problemático. Em áreas endêmicas, pessoas podem ser infectadas pelo calazar, mas podem não desenvolver a doença. Assim, nenhum tratamento será demandado.
Infelizmente, o teste da tira reagente detecta apenas se o paciente é imune ao calazar. Então, se o parasita estiver presente, o teste vai apontar que a pessoa tem a doença. Por isso, não pode ser usado para verificar se o paciente está curado, se foi reinfectado ou se teve uma recaída.
Tratando o calazar
Existem diferentes opções de tratamento para o calazar, com efetividade e efeitos colaterais variados. Antimônios pentavalentes são, normalmente, o grupo de medicamentos de primeira linha, administrados como tratamentos de 30 dias de injeções intramusculares.
Enquanto antimônios são bastante tóxicos e representam um risco aos pacientes que recebem o tratamento, aqueles que são curados do calazar quase sempre desenvolvem imunidade vitalícia. Pesquisadores esperam identificar formas de simplificar os regimes de tratamento, melhorar a segurança e reduzir o risco de resistência a medicamentos.
Desde 1989, MSF tratou cerca de 100 mil pacientes com calazar. MSF também está em campanha para que mais pesquisas sobre técnicas de diagnóstico adequadas e medicamentos com preços acessíveis sejam desenvolvidos para tratar essa doença negligenciada.

