Momo? | Vários adolescentes e crianças, de Milagres-CE, que estão usando o WhatsApp estão aterrorizados, é que por aqui chegou o fenômeno “Momo”. Um (a) suposto (a) usuário (a) da rede social que vem aterrorizando, com mensagens diabólicas e ameaçadoras.
Uma mãe preocupada falou com a reportagem do OKariri e disse que a filha estava com as amigas quando teve acesso ao personagem aterrorizante, ela ainda relatou que a filha teve vários pesadelos durante a noite, e os sonhos ruins eram sempre com a sombria “Momo” fazendo ameaças de morte. “Ela falou meu nome, chamou palavrão e me fez ameaças de morte” – Disse a adolescente.
Esse e outros casos acontecidos em Milagres chamou a atenção da nossa redação que decidiu averiguar os relatos. Descobrimos que o fenômeno ganha proporções nacionais preocupando pais e educadores de todo Brasil. Afinal, o que é Momo? Quais são os tais perigos? Depois de realizar várias pesquisas, fizemos as seguintes descobertas:

O que é Momo?
Momo é o nome dado a um suposto usuário de WhatsApp. Quem avistou primeiro a situação foram jornais de língua espanhola, na semana passada. Eles esclareceram que uma espécie de corrente incitava crianças e adolescentes a salvar na agenda de contatos do celular um número do Japão (+81). Desta forma, poderiam conversar com um suposto personagem maligno.
De lá para cá, outros números de telefone – de diversos países – também foram atribuídos à Momo. Além disso, segmentos da imprensa passaram a dizer que se tratava de um chatbot, um robô virtual programado para responder mensagens como se fosse uma pessoa.
Nós fizemos o teste: adicionamos o número atribuído à Momo, mas a personagem não nos respondeu.
Quem é a mulher da foto?
Adicionar o suposto número da Momo logo mostra a foto de perfil da mulher acima. O enquadramento dá a entender que é uma pessoa, mas na realidade retrata uma escultura realizada no Japão. Não se trata de montagem no Photoshop, mas sim do trabalho de um artista.
Qual é o maior problema do fenômeno Momo?
Crianças e adolescentes parecem ser o alvo do perfil, que supostamente participaria de bate-papo. Usamos aqui o verbo na condicional pois, nos testes do TechTudo, os números atribuídos à Momo não responderam nossas mensagens.
O especialista em segurança digital Thiago Marques, da empresa Kaspersky, explica o seguinte: “Recentemente tivemos o episódio da Baleia Azul. Há um risco maior porque você tem o seu filho conversando com um estranho. O teor das mensagens não é sadio: a pessoa vai tentando buscar mais informações sobre a sua família. Mais tarde, estes dados poderiam ser usados em algum ataque mais completo, ao utilizar a confiança estabelecida com o jovem para pedir o número do cartão de crédito. Também poderia instá-lo a acessar um formulário com informações pessoais.”
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Ele destaca as técnicas de engenharia social empregadas em golpes similares. Num caso desses, o atacante leva a conversa de modo que a vítima passe detalhes importantes, como CPF, nome dos pais e senhas. “É o famoso levar na lábia, conversar e convencer”, diz.
Existe risco ao adicionar alguém à lista de contatos?
Não há risco em simplesmente colocar um novo número no WhastApp, visto que este procedimento não instala nada no telefone. Os usuários receosos de instalar vírus podem se tranquilizar.
Marques lembra, porém, que o mensageiro traz ajustes de privacidade. “Se você libera a foto de perfil somente para os contatos cadastrados, a pessoa do outro lado vai conseguir ver esta imagem e alguns detalhes, como o recado público (antigo status)”, diz.
Há risco ao receber um link?
Segundo o especialista, os links fazem parte de diversas campanhas maliciosas na rede, pois pode levar para uma página com vírus, por exemplo. “Também pode levar a um site que captura os dados do smartphone ou solicita informações particulares”, conclui. Não por acaso, o WhatsApp está testando uma ferramenta que avisa sobre sites problemáticos.
RECADO AOS PAIS
É preciso ter cuidado com modinhas da internet, vez por outro algum fenômeno domina a mente das crianças e adolescentes. Por esse motivo é importante que os pais ou responsáveis fiquem atento ao que os filhos andam acessando na internet.
A mãe mencionada acima passou a fiscalizar ainda mais o que a filha anda acessando na internet. Fica a dica!
Redação do Portal OKarri com informações: Techtudo, Nerd Pai


