Juazeiro do Norte: População revoltada pela demora no recolhimento de corpo

revolta2

No final da tarde do último sábado (22), populares acionaram a polícia informando que um homem de 39 anos acabava de ter sido encontrado morto, caído em um terreno baldio ao lado de uma residência.

A cena comoveu quem a observava, mas toda essa situação se transformou em revolta, pois a vítima só foi retirada do local após oito horas e meia. O “rabecão” foi até o local mas não atendeu à ocorrência, afirmando que o ocorrido era responsabilidade do Sistema de Verificação de pois não havia nenhuma marca de violência no corpo que, por sua vez recolocou a tutela do cadáver ao IML.

O caso de Severino não é tão raro de se encontrar na Região do Cariri. Na cidade de Barbalha está localizado o Sistema de Verificação de Óbitos (SVO), criado em julho de 2009 “para suprir as necessidades de atestar óbitos de causas naturais sem assistência médica”, de acordo com o seu diretor geral, o médico Cláudio Gleidstone de Lima.

Durante a verificação de outros óbitos muitas das vezes as famílias sofrem uma segunda dor: a de esperar para poder velar o corpo do seu ente querido. Em algumas delas, a espera pode ser ainda mais demorada e dolorosa.

Severino só teve o atestado de óbito liberado no dia seguinte do seu falecimento sendo na segunda vez em que esteve no SVO de Barbalha.
No fim de tudo, seus parentes só puderam velar seu corpo por alguns instantes, na manhã de domingo quando foi feito o seu sepultamento no cemitério São João Batista.

revolta

- Publicidade - spot_img