Inseticidas podem causar três tipos de câncer, alerta OMS

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De acordo com um pronunciamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira, o inseticida Lindano aumenta o risco de linfoma não-hodgkin (LNH). Já o DDT, ou diclorodifeniltricloroetano, estaria sob “forte suspeita” de causar o mesmo efeito, além de possivelmente aumentar o risco de câncer de testículo e de fígado.

Durante uma análise de vários produtos químicos agrícolas, especialistas da Agência Internacional de Investigação do Câncer, instituição ligada à OMS, afirmaram que a partir de agora o lindano será classificado como “cancerígeno para seres humanos”. Já o DDT, como “provavelmente cancerígeno para os seres humanos”. Os produtos causam forte estresse oxidativo no organismo, processo que pode danificar as células do corpo.

agência assinalou que os estudos epidemiológicos não encontraram aumentos elevados ou consistentes com risco de linfoma ou outros cânceres pela exposição ao 2,4-D, outro tipo de inceticida, mas há forte evidência de que ele induz ao estresse oxidativo..

Ainda de acordo com a Agência Internacional de Investigação do Câncer, a elevada exposição ao Lindano já era relatada entre os trabalhadores agrícolas e aplicadores de pesticidas. Até 2009, o produto era um inseticida amplamente utilizado na agricultura e na remoção de piolhos e sarna em seres humanos. Mas, desde então, está proibido ou restringido na maioria dos países, incluindo o Brasil.

O DDT foi introduzido para o controle de doenças transmitidas por insetos durante a Segunda Guerra Mundial e, mais tarde, amplamente aplicado para erradicar o transmissor da malária e na agricultura.

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