A liderança do Hamas passou por mudanças com a morte de Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh, e, nesta segunda, 20, Khalil Al-Hayya foi anunciado como novo líder geral do grupo terrorista. Hayya, que se destacou como negociador e é considerado mais linha-dura, assume em um momento de pressão internacional e desafios internos, com o Hamas enfraquecido depois de 2 anos de confrontos com Israel.
A liderança do Hamas passa por mudanças depois da morte de Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh, figuras centrais do grupo, no contexto da guerra contra Israel. Nesta segunda-feira, 20, os terroristas anunciaram Khalil Al-Hayya como novo líder geral, consolidando-o no comando depois de sua atuação como principal negociador e chefe no exílio.
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Al-Hayya assume o posto em um momento de grande pressão internacional e desafios internos, com o Hamas enfraquecido depois de dois anos de confrontos com Israel na Faixa de Gaza.
Desde a morte de Sinwar, em outubro de 2024, e Haniyeh, no Irã, em julho de 2024, Hayya ganhou destaque dentro do grupo terrorista. Ele é considerado mais linha-dura do que Khaled Meshaal, outro nome cotado para o comando.
Cenário atual e escolhas do Hamas
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Segundo autoridades israelenses ouvidas pela Reuters, Hayya foi alvo de um ataque em 2025, em Doha, onde vive atualmente. O Hamas, fundado em 1987, enfrenta dificuldades sem precedentes, ao lidar com exigências internacionais para desarmamento e o controle israelense sobre mais de 60% da Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA em outubro passado.
O conflito persiste no território, com ofensivas israelenses ainda em curso. Nesta segunda-feira, 20, três palestinos morreram em Khan Younis, sul de Gaza, durante uma ação de Israel, conforme equipes médicas locais. As Forças Armadas de Israel e o gabinete do premiê Benjamin Netanyahu não comentaram a escolha de Hayya nem as recentes operações.
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Desde a morte de Sinwar, a liderança do Hamas ficou a cargo de um conselho de cinco membros, entre eles Hayya e Meshaal. O processo de escolha do novo líder começou em janeiro, mas confrontos no Irã, no Líbano e operações israelenses em Gaza o interrompeu. O conselho eleitoral do grupo tem 50 integrantes, incluindo membros no exílio, na Faixa de Gaza, na Cisjordânia ocupada e em prisões israelenses.

