Grupo liderado pelos EUA declara apoio ao governo da Bolívia

Os Estados Unidos e os demais países membros da coalizão Escudo das Américas emitiram nesta quinta-feira, 21, uma declaração conjunta em apoio ao governo da Bolívia. O país enfrenta protestos e bloqueios de estradas, que, segundo a coalizão, buscam “subverter a ordem constitucional e desestabilizar o governo democraticamente eleito” do presidente Rodrigo Paz, que é de direita.

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Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago assinaram a declaração conjunta.

Manifestações e bloqueios na Bolívia

Os protestos na Bolívia começaram no início deste mês, com reivindicações por aumento salarial, melhorias no abastecimento de combustíveis e rejeição à Lei n° 1.720. Nas últimas semanas, porém, as manifestações passaram a exigir a renúncia de Paz.

Aliados do ex-presidente Evo Morales, de esquerda, organizam os protestos. Os atos reúnem sindicatos, mineiros, transportadores e grupos rurais, que criticam as medidas de austeridade adotadas pelo governo e o aumento do custo de vida.

No comunicado, países aliados de La Paz afirmaram que os bloqueios têm dificultado a entrega de combustível e insumos médicos. Além disso, o Escudo das Américas pede que os protestos ocorram de forma pacífica e alerta contra tentativas de derrubar governos democraticamente eleitos.

“Quando os manifestantes recorrem à violência, o governo tem um interesse legítimo na proteção legal da ordem pública”, diz o comunicado do grupo sob liderança dos EUA. “Não podemos permitir a derrubada de líderes democraticamente eleitos em nosso hemisfério, inclusive quando apoiados por criminosos e narcotraficantes.”

O texto também defendeu a gestão de Rodrigo Paz, eleito em 2025 com um discurso de centro-direita voltado para a recuperação da economia boliviana.

Escudo das Américas

A Iniciativa Escudo das Américas foi lançada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em março deste ano, durante uma cúpula realizada no Trump National Doral Miami. A Bolívia é um dos membros fundadores da coalizão.

A aliança busca combater o tráfico de drogas, o crime organizado transnacional e a migração irregular, além de conter a influência de China, Rússia e Irã no Hemisfério Ocidental.

O Brasil não faz parte da coalizão. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém divergências com a estratégia adotada pelos grupo e prioriza alianças multilaterais, como o Brics.

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