FBI investiga movimentações financeiras da Federação Argentina

A Associação do Futebol Argentino (AFA) está sendo investigada por promotores federais dos EUA e pelo FBI por movimentações financeiras suspeitas, incluindo lavagem de dinheiro e fraude, enquanto a seleção disputa a Copa do Mundo de 2026. A investigação, que começou em setembro de 2024, foca na empresa TourProdEnter LLC, que gerencia contratos da AFA, e identificou movimentações de pelo menos US$ 260 milhões em bancos americanos. Até agora, não houve acusações formais contra a AFA ou seus dirigentes.

Enquanto a seleção argentina segue na disputa pelo bicampeonato da Copa do Mundo de 2026, a Associação do Futebol Argentino (AFA) passou a ser alvo de uma investigação conduzida por promotores federais dos Estados Unidos e por agentes do Escritório Federal de Investigação (FBI).

A apuração busca esclarecer a movimentação de centenas de milhões de dólares pelo sistema bancário norte-americano e verificar a existência de possíveis crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e fraude, segundo informações do jornal argentino La Nación.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

De acordo com o jornal, as autoridades dos EUA tentam reconstruir o fluxo financeiro da entidade em território norte-americano para identificar se parte das operações descumpriu a legislação local. A investigação ainda está em fase preliminar e, até o momento, não houve denúncia formal nem acusação criminal contra a AFA nem seus dirigentes.

O diretor do FBI, Kash Patel: dados pessoas | Foto: Reprodução/YouTube
O diretor do FBI, Kash Patel | Foto: Reprodução/YouTube

O foco da investigação recai sobre a empresa TourProdEnter LLC, vinculada ao produtor teatral Javier Faroni e à empresária Erica Gillette. Conforme documentos bancários obtidos pelo La Nación, a companhia administrou contratos comerciais internacionais da AFA, incluindo acordos com marcas como Adidas e Warner.

Segundo a reportagem, a empresa movimentou pelo menos US$ 260 milhões em contas mantidas em cinco bancos dos EUA: Citibank, Synovus, Bank of America, JP Morgan e PNC Bank. Os investigadores afirmam que apenas parte desse volume apresenta despesas operacionais claramente identificadas.

Além disso, outros US$ 57 milhões teriam sido transferidos para diferentes empresas, cujas origens e destinos seguem sob análise.

18 de dezembro
Messi levanta a taça da Argentina na final de 2022 | Imagem: AFA/Reprodução

A investigação ganhou impulso ao longo de 2025 e é conduzida pelos promotores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger, integrantes do Distrito Sul da Flórida e especializados em crimes financeiros.

Entre os depoimentos considerados relevantes está o do empresário Guillermo Tofoni, responsável pela denúncia que deu origem ao caso e crítico da estrutura financeira utilizada pela AFA nos Estados Unidos. Conforme o La Nación, o Departamento de Justiça norte-americano também estuda convocar ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei para prestar esclarecimentos.

Governo Milei alertou os EUA sobre suspeitas relativas à Federação Argentina

A origem da apuração remonta a setembro de 2024, quando o então Ministério da Segurança da Argentina, chefiado por Patricia Bullrich, encaminhou um alerta às autoridades dos EUA. Naquele momento, o FBI concluiu que não havia elementos suficientes para instaurar um inquérito criminal.

O presidente da Argentina, Javier Milei: apoio contra o terrorismo | Foto: Reprodução/X
O presidente da Argentina, Javier Milei: alerta ao FBI | Foto: Reprodução/X

O cenário mudou no início de 2026, quando novas denúncias e documentos bancários reforçaram as suspeitas relacionadas às operações financeiras da entidade. A evolução das investigações ocorre paralelamente à participação da Argentina no Mundial, acompanhada de perto pelo presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia.

Ainda segundo o La Nación, Tapia recebeu autorização da Justiça argentina para viajar à Copa do Mundo mediante o pagamento de uma fiança milionária em outro processo. Nesse caso, ele é investigado por suposta retenção indevida de contribuições previdenciárias e impostos.

Nem a AFA nem Claudio Tapia haviam se manifestado oficialmente sobre a investigação conduzida pelas autoridades norte-americanas até a publicação da reportagem do jornal argentino.

+ “Os 5 principais erros da Seleção Brasileira na Copa

Veja a matéria completa aqui!

- Publicidade - spot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui