Fachin propõe código de ética sem punição e que exclui STF

A promessa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de criar um código de ética para o Judiciário ganhou mais um capítulo, mas já está cercada de críticas. A minuta da resolução institui uma política nacional de prevenção e gestão de conflitos de interesses para magistrados e servidores do Judiciário. No entanto, o texto não cria sanções específicas para quem descumprir suas diretrizes e não deve ser aplicado aos ministros do STF.

A medida foi apresentada aos integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 4 de agosto. O texto ainda deverá passar por debate e votação no colegiado antes de ser aprovado.

A reportagem da Gazeta do Povo procurou o CNJ para buscar explicações sobre a ausência de punições e a não aplicação das normas aos ministros do STF, mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria.

Desde que assumiu a presidência do STF e do CNJ, Fachin tem defendido a criação de um código de ética. O ministro chegou a afirmar que a maioria de seus pares apoiava a ideia.