Emendas reduzem poder do Planalto e fortalecem Congresso

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que pretende “rediscutir” o equilíbrio entre Executivo e Legislativo e travar uma “briga” em torno das emendas parlamentares, em um eventual quarto mandato, recolocou no centro do debate uma das principais transformações institucionais do presidencialismo brasileiro nas últimas décadas.

Durante o discurso na convenção do PT que oficializou a candidatura à reeleição, Lula afirmou que o presidente da República vem perdendo prerrogativas para o Congresso Nacional e citou não apenas o avanço das emendas parlamentares sobre o Orçamento, mas também a influência do Legislativo sobre indicações para agências reguladoras, tribunais e outros órgãos.

“Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que hoje tem o Poder Legislativo”, afirmou.

Só neste ano de 2026, cerca de R$ 61 bilhões do Orçamento da União estão reservados para emendas parlamentares. Em 2017, as emendas somavam R$ 12,9 bilhões.