A queda da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretendia reimplantar o voto impresso no Brasil teve uma participação significativa de parlamentares nordestinos.

Proporcionalmente, partiram de sete estados – dos nove da região –, as maiores rejeições à mudança no sistema eleitoral do Brasil. No caso do Ceará, mais de 60% dos deputados federais votaram contra a PEC.
A rejeição que a matéria encontrou entre os parlamentares cearenses só não foi maior que entre os piauienses e pernambucanos. Dos 25 parlamentares que representam Pernambuco na Câmara, 19 votaram contra o voto impresso, uma fatia de 76% da bancada. No caso do Piauí, que tem 10 deputados na Casa, sete se opuseram à matéria.
Ao todo, o Ceará tem 22 cadeiras na Câmara dos Deputados. Na votação da PEC, na última terça-feira (10), 14 representantes do Estado votaram contra a mudança. A bancada contabilizou ainda quatro faltosos: AJ Albuquerque (PP), Aníbal Gomes (DEM), Danilo Forte (PSDB) e Vaidon Oliveira (Pros).
Os deputados federais caririenses Idilvan Alencar (PDT) e Pedro Bezerra (PTB), também votaram contra a proposta pelo voto impresso, intentada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
No fim, entre os cearenses, votaram a favor os deputados Capitão Wagner (Pros), Dr. Jaziel (PL), Heitor Freire (PSL) e Moses Rodrigues (MDB). Percentualmente, 63,64% da bancada se opôs ao voto impresso.
Entre os estados com maioria de votos contrários à PEC, aparecem ainda Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bahia. Completa a lista a bancada de São Paulo.
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