Cuba enfrenta sexto apagão nacional do ano

Cuba enfrentou um apagão em grande escala neste domingo, 2, resultando em uma desconexão total da rede elétrica nacional, afetando seus 9,4 milhões de habitantes. O desligamento ocorreu às 22h43 e o Ministério de Energia e Minas ativou protocolos de emergência para restabelecer a energia. Este foi o sexto apagão nacional em 2026 e o 11º desde o final de 2024. O governo cubano atribui a crise energética às sanções dos Estados Unidos, enquanto Washington culpa a gestão econômica de Havana.

Cuba voltou a sofrer um apagão de grandes proporções no domingo 2, depois de uma desconexão total da rede elétrica nacional. O colapso deixou os cerca de 9,4 milhões de habitantes da ilha sem energia, segundo a empresa estatal Unión Eléctrica de Cuba.

De acordo com a companhia, o desligamento ocorreu às 22h43, no horário local. O Ministério de Energia e Minas acionou os protocolos de emergência para tentar restabelecer o fornecimento.

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O apagão provocou transtornos em diferentes regiões do país. Em Havana, moradores deixaram as casas e permaneceram nas ruas para amenizar o calor durante a interrupção do serviço.

Este foi o sexto apagão nacional registrado em Cuba apenas em 2026. Desde o fim de 2024, a ilha acumula 11 colapsos de grande escala no sistema elétrico.

Governo cubano atribui crise às sanções dos Estados Unidos

O governo cubano responsabiliza as sanções impostas pelos Estados Unidos pelo agravamento da crise energética. Segundo Havana, o bloqueio ao fornecimento de combustíveis determinado pelo presidente Donald Trump, em janeiro, interrompeu as entregas regulares de petróleo destinadas às usinas do país.

De acordo com o governo, apenas um navio-tanque com petróleo russo descarregou combustível na ilha desde o início das restrições. A embarcação chegou em março com 100 mil toneladas de óleo bruto, mas o estoque já foi consumido.

Os Estados Unidos, por sua vez, atribuem a crise à gestão econômica do governo cubano. Washington também ampliou sanções contra estatais da ilha, medida que, segundo as autoridades cubanas, levou empresas estrangeiras a suspenderem operações no país.

As negociações entre Havana e Washington continuam sem avanços. No fim de junho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que o diálogo com representantes norte-americanos permanece estagnado.

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