Quem nunca teve uma noite de sono mal dormida e, no dia seguinte, acordou irritado, indisposto, com dor de cabeça e sonolência excessiva? É claro que muitas pessoas já experimentaram essas sensações pelo menos uma vez na vida. No entanto, privar-se do sono, independentemente do motivo, é algo que merece atenção, uma vez que a falta de repouso adequado pode, em logo prazo, trazer sérias consequências à saúde.
Para quem busca qualidade de vida, uma boa noite de sono é ideal para ter um dia produtivo e sem cansaço. “O descanso é fundamental para recuperarmos a energia necessária para enfrentar os desafios do cotidiano e não deixar a saúde abalada”, destaca Renata Federighi, consultora do sono da Duoflex. “Estudos comprovam que quem dorme mal, tem menos vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, obesidade, hipertensão, problemas cardíacos e ao diabetes. Além disso, “no dia seguinte, a pessoa pode apresentar dificuldades de concentração, lapsos de memória, déficit cognitivo, irritabilidade e mau humor”, conta a consultora.
Confira agora cinco fatores que podem arruinar a sua noite:
Travesseiro errado
Travesseiro é acessório fundamental para uma boa noite de sono. Enquanto o indivíduo dorme, ele perde o controle da musculatura da cabeça, e, por isso, o uso de um travesseiro adequado ao seu biótipo e postura deve ser fundamental. A posição mais indicada para se dormir é sempre de lado, em posição de decúbito lateral. Nesta posição é recomendável utilizar um travesseiro para apoio da cabeça, em uma altura que preencha completamente o espaço entre ela e o colchão, formando assim, um ângulo de 90 graus entre pescoço e ombro. E outro entre os joelhos que deverão estar, preferencialmente, semiflexionados. A má postura pode causar microdespertares noturnos que prejudicam a saúde do sono.
Ronco
Além de ser um grande incômodo, o ronco pode ser considerado um distúrbio, já que atrapalha a rotina no sono de qualquer pessoa. O desagradável som ocorre em consequência de uma parcial obstrução das vias respiratórias superiores durante o sono, fazendo com que o ar produza uma forte vibração no palato e na faringe. As causas do ronco podem ser variadas. No ronco posicional (considerado normal), como o próprio nome sugere, o ruído é ocasionado pela posição da pessoa ao dormir, geralmente de barriga para cima. Quando o indivíduo deita dessa maneira, a tendência é abrir um pouco a boca, e o queixo desloca-se para baixo e para trás, fazendo a língua cair também para trás, pressionando a garganta e facilitando a ocorrência do barulho. Em relação ao ronco rítmico (considerado patológico), que não tem ligação com a postura ao deitar, são vários os fatores que influenciam. Ele pode ocorrer em razão natural do contato das paredes musculares da faringe, que tem diminuição do seu tónus induzido pelo repouso e a própria perda de elasticidade que acontece com o decorrer da idade ou decorrente de uma obstrução nasal. Nos casos de ronco posicional, uma simples mudança comportamental pode reduzir ou eliminar de vez o problema, como se acostumar a dormir sempre na posição lateral utilizando dois travesseiros conforme orientado acima. Já, nos outros tipos de ronco, o melhor é tratar as suas causas e buscar uma assistência médica especializada.
Falta de rotina
A falta de rotina também pode prejudicar o sono. “Mantenha sempre os horários de dormir e de acordar. Nos dias de folga, siga a rotina e aproveite para tirar uma soneca durante o dia. Mas cuidado! As sonecas não devem ultrapassar 30 minutos, pois a prática pode prejudicar o sono noturno. A média da população adulta necessita de sete a oito horas de sono diárias, embora essa necessidade seja uma característica individual”, explica a consultora. O mais importante é dormir e acordar com a sensação de que realmente descansou.
Alterações hormonais
Menopausa, menstruação e gravidez são algumas das principais fontes de problemas de sono entre as mulheres. Ondas de calor e seios sensíveis promovem interrupções nos padrões regulares do sono. Segundo a Fundação Nacional do Sono, cerca de 40% das mulheres na perimenopausa – antes da transição para a menopausa – têm problemas de sono.
Interferências luminosas e sonoras
Escolha um ambiente silencioso e escuro para dormir. As luzes presentes em computadores, tablets e celulares inibe a produção de melatonina, o hormônio que informa o corpo que está na hora de dormir. Dessa forma, o corpo se mantém desperto por mais tempo e, quando se entrega ao cansaço, experimenta uma noite mal dormida, com interrupções. As telas precisam ser desligadas pelo menos uma ou duas horas antes de dormir.

