Juazeiro completa 103 anos, embora seja uma cidade jovem, carrega em sua historia uma evolução surpreendente em todos os aspectos. Vamos ver um pouco da historia:

Em 1872, chega em “Juazeiro”, Cícero Romão Batista. Oriundo da cidade do Crato, o seminarista da Prainha, fez voto de castidade aos doze anos de idade e substituiu o Padre Pedro como capelão da capela N.S. Das Dores do povoado.
Uma vez instalado em sua ação evangelizadora e moralizadora. Com ele o povoado viu o rumo do desenvolvimento. O comércio religioso foi uma das mais importantes fontes de recursos que financiaram as obras e empreendimentos da cidade.
O desenvolvimento da cidade também revela a capacidade de organização social da época e a integração entre vida social política e religiosa.

Em 22 de julho de 1911, foi assinada a Lei que levou o povoado à categoria de Vila e Sede do município. No dia 4 de outubro de 1911, a Vila de Juazeiro foi inaugurada oficialmente e o Padre Cícero foi elevado como 1º prefeito.
Em 23 de Julho de 1914, a Vila de Juazeiro foi elevada à categoria de cidade. No entanto, esta data não é comemorada. Continua sendo a data de criação do município.
Juazeiro do Norte cresce a passos largos, tornando-se em pouco tempo a maior cidade do interior cearense, importante para comercio da região. Outro ponto bem explorado é a fé, pois em época de romaria pessoas Católicos do Brasil inteiro e até de outros países vem participar das festividades.
Dados Gerais
- População (2010): 249.939 hab.
- Taxa média geométrica de crescimento da população (2000/2010): 1,6535 % a.a.
- Área: 248,832 Km².
- Densidade Demográfica: 1.006,91 hab/Km².
- Coordenadas geográficas: Latitude 07° 12’ 46” sul e longitude 39° 18’ 54” oeste.
- Localização: Situa-se na área central da Região Metropolitana do Cariri, no sul do estado do Ceará. Em posição privilegiada, tem uma média de distância de 611 Km para algumas capitais do Nordeste: Fortaleza (528 Km), Teresina (593 Km), João Pessoa (631 Km), Natal (648 Km) e Recife (658 Km).
- Limites: Caririaçu ao norte, Missão Velha ao leste, Barbalha ao sul e Crato ao oeste.
- Altitude: 377,3 m.
- Clima: tropical quente.
- Estabelecimentos de saúde (2009): 132.
- Estabelecimentos de saúde SUS (2009): 94.
- Frota (2012): 80.686 veículos.
- Empresas Industriais Ativas (2010): 798.
- Estabelecimentos Comerciais Varejo (2010): 2.982.
- Empresas de serviços (18 ramos) (2010): 222.
- Empregos Formais (todas as atividades) (2010): 30.937.
- Empregos Formais (Administração Pública) (2010): 5.612.
- Instituições sob a supervisão do Banco Central (2010): tropical quente.
- Operações de Crédito (2010): R$ 378.543.600,00.
- Poupança (2010): R$ 212.595.864,00.
Padre Cícero

O relógio assinalava cinco horas quando Cícero Romão Batista nascia numa humilde casa de número 157 da Rua Grande, hoje Rua Miguel Limaverde, no Centro de Crato. O dia era 24 e corria o mês de março do ano de 1844, durante uma madrugada fria motivada pelo inverno e a tradicional temperatura amena inerente a uma cidade privilegiada por se localizar no sopé da Chapada do Araripe. Era o segundo filho do casal de agricultores Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana.
Oriundo de uma família pobre do sertão cearense, ele foi criado entre duas irmãs: “Mariquinha” e Angélica. Ainda jovem, com 18 anos, viu seu pai morrer vitimado por uma epidemia de cólera e, dezesseis anos após, a morte da irmã Angélica. Nesta época, já era o Padre Cícero Romão que acompanhava a recomendação do corpo da mana mais velha. Ele começou a sentir sua vocação para o sacerdócio após ter lido sobre a vida de São Francisco de Sales, fazendo voto de castidade ainda aos doze anos.
O ingresso no Seminário da Prainha, em Fortaleza, ocorreu quando tinha 21 anos de idade e, cinco anos após, já estava sendo ordenado. Padre Cícero retornou ao Crato no ano seguinte, mas sua identidade maior foi com o vilarejo denominado “Joazeiro”, pertencente àquele município. Daí em diante tornou-se o evangelizador e líder espiritual da comunidade, que passou a respeitá-lo. Faltavam apenas 18 dias para o sacerdote completar 45 anos quando um fato despertou a atenção de todos. Após consagrar a hóstia e pôr na boca da beata Maria de Araújo, viu a mesma transformar-se em sangue.
Segundo historiadores, a notícia correu e passou a atrair fiéis de todos os lugares. Enquanto a localidade ia se transformando num centro de romarias, Padre Cícero era suspenso das ordens. Muitas foram as versões para os fatos ainda hoje objeto de estudos. As peregrinações tiveram continuidade e até cresceram após a morte do “Padim”. Hoje, Juazeiro do Norte acolhe cerca de 2,5 milhões de romeiros por ano.
Romarias
O município de Juazeiro do Norte completa 103 anos de emancipação política, mas as romarias remontam há 120 anos, quando era apenas um vilarejo com poucas casas e uma gente já sob a liderança espiritual do Padre Cícero. Desde que, no dia 1º de março de 1889, aconteceu no povoado um fato fora do comum, curiosos passaram a vir de todos os lugares atraídos pela notícia de que hóstias consagradas estavam se transformando em sangue na boca de uma beata.

A religiosa era Maria de Araújo, sendo que a primeira e várias outras consagrações da hóstia se deu pelas mãos do Padre Cícero. “Quando dei à beata Maria de Araújo a sagrada forma, logo que a depositei em sua boca imediatamente transformou-se em porção de sangue, que uma parte ela engoliu, servindo-lhe de comunhão, e a outra correu pela toalha, caindo algum no chão…”, narrou, na época, o sacerdote que preferiu optar pelo silêncio naquele momento.
Entretanto, quatro meses depois o padre Francisco Monteiro, no púlpito da capela onde o fenômeno ocorreu, precipitou a informação diante de três mil pessoas que vieram de Crato na romaria idealizada e chefiada por ele para adorar os panos tintos de sangue. O anúncio desencadeou a famosa e polêmica questão religiosa de Juazeiro do Norte, que martirizou a vida de Padre Cícero e da Beata, mas foi o embrião das grandes romarias responsáveis pela atração de cerca de 2,5 milhões de fiéis por ano ao município |Fontes Portal Juazeiro e juazeiro.gov.

