Ataque a aldeia deixa ao menos 30 mortos na Nigéria

Pelo menos 30 pessoas morreram em um ataque de criminosos armados à aldeia de Naridon, no Estado de Kaduna, na Nigéria, na madrugada de 26 de julho. Os homicidas dispararam contra os moradores e incendiaram casas. O ataque deixou várias vítimas, incluindo oito crianças. A comunidade se sente abandonada pelo governo, que enfrenta críticas da Anistia Internacional por sua incapacidade de proteger a população e levar os responsáveis à Justiça.

Pelo menos 30 pessoas morreram em um ataque de criminosos armados à aldeia de Naridon, no Estado de Kaduna, no noroeste da Nigéria. A ação ocorreu na madrugada do domingo 26, segundo a agência de notícias Associated Press (AP). Moradores afirmaram que os homicidas abriram fogo contra os habitantes e incendiaram casas.

O presidente do grupo da sociedade civil de Kaduna, Derek Christopher, confirmou o ataque à AP. Ele afirmou também que a comunidade se sente abandonada pelo poder público.

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“A mesma comunidade foi atacada no ano passado nesta mesma época”, disse. “Não sei quem mais resta para lutar por essas pessoas.”

O secretário do chefe da aldeia, Dogon Rana, disse à agência Reuters que, entre as vítimas, estavam oito crianças, além de mulheres e idosos. Outras quatro pessoas ficaram feridas. Testemunhas também relataram que alguns corpos haviam sido mutilados.

Anistia Internacional cobra resposta do governo

As forças de segurança chegaram ao local horas depois da ofensiva. A polícia do Estado de Kaduna informou que divulgará mais detalhes quando concluir as primeiras apurações. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional na Nigéria repudiou o ataque e lamentou as mortes. A entidade também cobrou uma resposta mais firme do governo do presidente Bola Tinubu.

“A onda de assassinatos evidencia o fracasso das autoridades em proteger a população”, afirmou a ONG, nas redes sociais. “A incapacidade de levar os responsáveis à Justiça alimenta a impunidade.”

A ONG afirmou que este foi um dos piores ataques já registrados na região. A entidade também informou que teve acesso a imagens de famílias inteiras massacradas dentro de suas casas.

Onda de ataques na Nigéria

O ataque ocorre em meio à crise de segurança que afeta o norte e a região central da Nigéria, o país mais populoso da África. Grupos armados realizam ataques frequentes contra comunidades rurais, sequestram moradores para exigir resgates e atacam agricultores.

A agência de notícias France-Presse informou que, em 22 de julho, menos de uma semana antes do ataque em Naridon, criminosos armados invadiram vilas no Estado de Zamfara, também no noroeste da Nigéria, e mataram mais de 20 pessoas.

No nordeste do país, as autoridades também enfrentam a atuação de grupos extremistas, como Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (Iswap), que têm como alvo comunidades cristãs.

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