Temperatura esfria na Assembleia quanto ao caso de arapongagem

A temperatura baixou na Assembleia Legislativa ontem, depois da movimentada quinta-feira em que o caso da denúncia de arapongagem teve destaque na pauta e, inclusive, determinou o início de pedido de assinatura pela deputada Fernanda Pessoa (PR) para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ontem, com poucos deputados presentes, nem mesmo a própria Fernanda voltou a discutir o tema.

A deputada do PR, que é filha do ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, disse ontem ao O POVO que continua apenas com três assinaturas para a CPI. A dela própria, mais as de Eliane Novais (PSB) e Antonio Carlos (PT). Fernanda Pessoa diz que só retomará o recolhimento de assinaturas na terça-feira.

O caso
O deputado federal Eudes Xavier (PT), que levou o assunto à Câmara Federal, em pronunciamento da tribuna, disse ontem “estranhar” a operação policial da noite da última quarta-feira que levou à apreensão de um computador na residência de Roberto Pessoa, em Fortaleza.

Conforme O POVO mostrou ontem, 13 mandados foram cumpridos, um dos quais no apartamento de Roberto Pessoa (PR), con siderado desafeto político de Cid e do ex-ministro Ciro Gomes (PSB).

No último dia 4, Eudes foi à tribuna para pedir que a Polícia Federal e o Ministério Público investigassem documentação, que diz ter chegado às suas mãos de maneira anônima, com indícios de que Cid e Ciro teriam supostamente contratado uma empresa de espionagem para investigar Roberto Pessoa.

No dia seguinte, Cid Gomes foi à Assembleia Legislativa e, ocupando a tribuna, se defendeu das acusações e disse que ele é que havia sido vítima de espionagem. O governador diz que pediu à Polícia Civil que investigasse o caso apenas depois que sentiu pouco interesse do Ministério da Justiça diante dos seus apelos para que acionasse a Polícia Federal.

O Povo Online

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