Possíveis ajustes na educação serão discutidos com reitores

De volta à Assembleia nesta quarta-feira, Mauro Filho (PSB) já sai em defesa direta do Governo (FOTO: Sara Maia/O Povo)

Titular da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag), Mauro Filho garantiu que nenhum ajuste será realizado nas universidades estaduais sem diálogo com os reitores das três instituições — Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Regional do Cariri (Urca) e Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).

Na última segunda-feira, 27, o governo estadual anunciou pacote de medidas de ajuste fiscal que prevê desde o corte de R$ 390 milhões nas despesas de manutenção da máquina pública (custeio), suspensão de concursos públicos, até reposição salarial apenas para algumas categorias.

A reunião com o reitor da Uece deve ocorrer nesta semana, enquanto a com os da Urca e UVA ainda será agendada. Mauro diz que os encontros são importantes para “analisar dados e ver que ordenamento na gestão da Uece seria necessário”, assim como nas outras instituições de ensino superior sob responsabilidade do Estado. O secretário chegou a apontar que, na verdade, “eles podem querer mais dinheiro” para investimentos nas instituições, o que deve

ser analisado.

Benevides aproveitou ainda para contestar dados fornecidos pelo vice-reitor da Uece, Hidelbrando Soares, a respeito dos recursos repassados para a instituição ao longo dos últimos anos.

Em entrevista ao Blog Política, Soares afirmou que, entre 2014 e o ano passado, a Uece foi alvo de “sucessivos contingenciamentos” orçamentários, que chegaram a 23% de seus recursos para custeio. “O mais duro foi no ano de 2015, mas os contingenciamentos seguiram os demais anos”, disse.

“Isso não procede”, contestou o titular da Seplag. Segundo Benevides, os anos foram, na verdade de “crescimento de custeio e de pessoal” na instituição, ressaltando ainda que a Uece teve o maior “crescimento de folha (de pagamento) do Brasil”. A reunião servirá também para “para poder saber exatamente o que ele está se referindo” quando falou sobre os contingenciamentos, explica Benevides.

“O Ceará é referência nacional não só na gestão fiscal, mas na educação, seja na básica seja no nível superior”, ressalta. Ele acrescenta que houve o maior investimento na área de custeio nestas instituições, comparado ao restante do País, além de “pagar rigorosamente em dia. São 21 estados brasileiros que atrasam ou não investem ou não pagam seu fornecedores”.

O secretário da Ciência e Tecnologia, Inácio Arruda, ressaltou o empenho feito pelo governador Camilo Santana para manter programas de investimentos na educação. “É um esforço grande, porque nós estamos impactados pela crise nacional, mas o governador deixou muito claro que nós não vamos deixar de manter os investimentos importantes nas nossas universidades”, afirmou.

[ads1] Contudo, Inácio admitiu que serão necessários “ajustes”, que devem ser realizados em diálogos com os dirigentes das instituições de ensino superior — tanto as universidades estaduais como as faculdades técnicas de responsabilidade do estado. “Nós temos que fazer ajustes e faremos no debate com os nossos três reitores”, disse em vídeo publicado no Facebook oficial da pasta.

Na última sexta-feira, 31, Camilo Santana garantiu que a educação não seria afetada pelo corte de R$ 390 milhões. “Nós preservamos a educação nos quatro anos do meu governo. Cresceu em custeio e em investimento. Vamos continuar ampliando”, disse o petista.

Fonte: O POVO.

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