PGR apresenta denúncia contra Zema no STJ por declarações sobre Gilmar Mendes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta sexta-feira, 15, uma denúncia por calúnia contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). O caso envolve a divulgação de um vídeo com fantoches que representam os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, em diálogos marcados por ironias e caricaturas sobre o escândalo do Banco Master.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que houve supostamente crime de difamação contra Gilmar. Oeste antecipou que a denúncia poderia ser apresentada ao tribunal.

Receba nossas atualizações

 + Entenda o que é Política em Oeste

No documento protocolado no STJ, a PGR pede que Zema pague uma indenização de 100 salários-mínimos, o que equivale a R$ 162 mil, devido à gravidade da calúnia.

“O denunciado [Romeu Zema] não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial”, diz Gonet na denúncia. “Ao atribuir falsamente ao Ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no art. 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime.”

Inicialmente, Gilmar tinha pedido que Zema fosse incluído no Inquérito das Fake News. No entanto, Moraes encaminhou à PGR que o procedimento fosse levado ao STJ. 

Leia também: “Flávio diz que Zema se ‘precipitou’ sobre críticas”

O procurador-geral entendeu que o tema também deveria ser tratado no STJ. Isso porque a atuação política de Zema está mais relacionada ao cargo que exerceu como governador.

“A ofensividade da publicação também se estende à reputação funcional do Ministro, ao sugerir que Sua Excelência teria colocado a jurisdição a serviço de interesse privado, e atinge sua dignidade e seu decoro, ao representá-lo como agente público disposto a negociar decisão judicial em troca de vantagem pessoal”, prossegue Gonet na denúncia.

 

Zema versus Gilmar

Como mostrou Oeste, Paulo Gonet já havia entendido que a notícia-crime feita por Gilmar tem elementos suficientes para uma ação penal.

Depois da ação de Gilmar, Zema acusou o STF de agir como um grupo de “intocáveis”, disse que a Corte estaria “podre” e afirmou sofrer perseguição política.

Gilmar reagiu e disse que o ex-governador fazia ataques irresponsáveis ao Judiciário em busca de ganhos eleitorais para 2026.

Leia também: “Dino manda investigar suposto uso de emendas em filme de Bolsonaro”

Veja a matéria completa aqui!

- Publicidade - spot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui