O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL, foi o parlamentar mais votado do Brasil nas eleições de 2022, com 1,492 milhão de votos em Minas Gerais. Naquele pleito, puxou uma bancada inteira.
Em 2026, a investida é ainda mais aguçada. O político decidiu lançar nove nomes para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, um para cada região do estado, numa estratégia de capilarização que nenhum outro nome da direita mineira tentou com essa escala.

Segundo maior colégio eleitoral
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 16 milhões de eleitores. Na Assembleia Legislativa, o PT e aliados mantêm uma bancada consolidada construída ao longo de anos de trabalho territorial sistemático.
Nikolas conhece bem o modelo. Foi Olavo de Carvalho quem, antes de sua morte, insistiu que a direita brasileira só venceria de forma duradoura se parasse de disputar apenas o topo da hierarquia política e começasse a fazer base. O esquadrão lançado agora é a aplicação prática ao reduto mineiro. Nove candidatos, nove regiões, cada um com enraizamento local próprio.
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Nove nomes
Pablo Almeida é o mais conhecido do grupo. Ex-assessor e chefe de gabinete de Nikolas, foi eleito em 2024 o vereador mais votado da história de Belo Horizonte, com 39.960 votos, superando a marca anterior que pertencia a Duda Salabert. Tem 28 anos, é cristão, defende pautas de segurança pública e costumes conservadores e representa a capital. Nos bastidores, é apontado como o nome com maior potencial de crescimento dentro do grupo.
Samuel Caires, Ugleno Alves, Roberta Lopes, Pedro Luiz, Rafhael de Paulo, Ivson Gomes, Anderson Lima e Marcelo Heitor completam o esquadrão, cada um posicionado para cobrir uma região diferente do estado. Segundo apurou o Conexão Política, o mapeamento de Nikolas tentará evitar a concentração de esforços na capital, com uma frente de buscar garantir presença em cidades do interior, onde o PT historicamente tem penetração maior e onde a direita tem mais dificuldade de apresentar nomes com estrutura.


