Ministério da Justiça deve manter maioria dos delegados cedidos em órgãos | Blogs | CNN Brasil

O Ministério da Justiça deve manter a maioria dos delegados cedidos a outros órgãos que foram convocados de volta aos quadros da PF (Polícia Federal) no começo deste mês.

A situação se dá após enxurrada de pedidos de reconsideração dos locais onde estão trabalhando os policiais federais. Para isso, um grupo de reavaliação foi formado dentro do MJ para analisar caso a caso.

Há delegados que são secretários de segurança estaduais, por exemplo, ou secretários-executivos. Há também funções de chefia no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), como o próprio presidente, Ricardo Saad.

Há, ainda, delegados espalhados em gabinetes do STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça), TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e DPU (Defensoria Pública da União), em funções estratégicas.

A convocação dos cedidos atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal) para preencher seus quadros de servidores e um déficit de pessoal. São ao todo 52 policiais.

A medida do Ministério da Justiça, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atingiu também policiais rodoviários federais e policiais penais federais com o argumento que seriam para incrementar o recém-lançado plano nacional de combate ao crime organizado.

A medida foi criticada após o seu anúncio. A ADPF (Associação dos Delegados de Polícia Federal), por exemplo, declarou que o retorno desse baixo percentual não faria impacto no combate ao crime organizado.

Outro fato criticado foi a fala do presidente Lula, em março, que “iria mandar voltar todos os delegados que estavam fingindo trabalhar em outros órgãos”. O discuro causou mal-estar na instituição.

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