O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 2, que pretende reivindicar a redução da própria jornada de trabalho. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova sede do campus do Instituto Federal Goiano, em Catalão (GO).
Ao comentar sua agenda de compromissos, Lula fez referência ao debate sobre o fim da escala 6×1 e disse que trabalha em um ritmo ainda mais intenso.
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“Eu estou brigando pelo fim da escala 6×1, mas o pessoal quer que eu trabalhe 10×1, porra”, afirmou. “Vou reivindicar a redução da minha jornada”.
Lula volta a defender mudança na escala de trabalho
Durante o discurso, o presidente também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao falar sobre rotina de trabalho. “Vou fazer que nem o Bolsonaro, trabalhar 1 e ficar 4 vadiando”, declarou.
As falas ocorreram poucos dias depois de a Câmara dos Deputados aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho de 6×1 para 5×2 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto seguirá para análise do Senado.


Pela proposta aprovada, a redução não ocorrerá de forma imediata. Sessenta dias depois da promulgação da emenda, a jornada máxima passará de 44 para 42 horas semanais.
A redução para 40 horas entrará em vigor 14 meses depois da publicação da proposta. Já o direito a dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, começará a valer logo depois do prazo inicial de 60 dias.
Presidente também atacou Flávio Bolsonaro
No mesmo evento, Lula voltou a criticar a família Bolsonaro ao comentar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
O presidente chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “traidores” e afirmou que, por menos, Tiradentes foi enforcado.
A declaração provocou reação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula ainda nesta terça-feira.
Segundo o parlamentar, o presidente cometeu crimes de ameaça e incitação ao crime durante o discurso.
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