O jornalista Luan Leão, perseguido pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) na véspera do segundo turno em 2022, pagou multa após ser condenado por difamação contra a ex-parlamentar em um texto publicado na internet. Com isso, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) arquivou o caso contra Luan.
A defesa do jornalista celebrou a decisão do juiz José Fernando Steinberg.
“Este desfecho ocorre após uma grande mobilização popular que, por meio de uma campanha de arrecadação online, viabilizou o pagamento de multas e prestações pecuniárias que totalizaram R$ 2.216,30”, disse o advogado Renan Bohus em nota publicada nas redes sociais.
No início de junho, a Justiça determinou a prisão, em regime aberto, de Luan Araújo. A decisão foi motivada por uma multa que ele não havia pagado após a condenação por difamação contra Zambelli.
Luan foi ameaçado pela ex-deputada com uma arma de fogo na véspera do segundo turno em 2022, mas a condenação por difamação não tem relação com a perseguição em si. O pano de fundo, na verdade, é um texto escrito pelo jornalista após o entrevero.
O jornalista afirmou que a ex-deputada mantém uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”.
Em 2025, Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal por conta do episódio ocorrido com Luan na véspera das eleições.
A decisão foi baseada em depoimentos da vítima e testemunhas, além de vídeos registrados no local.
A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Carla Zambelli para um posicionamento e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

