Flávio nega pagamentos de empresa ligada ao Master

• O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., mencionada em investigações sobre o Banco Master;

• Ele afirmou ter cancelado duas notas fiscais de R$ 500 mil emitidas para a empresa antes de qualquer pagamento; e

• Além disso, Flávio alegou que reportagem do portal Metrópoles tenta associá-lo indevidamente ao caso Master.

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa citada nas investigações sobre o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 22, o parlamentar afirmou que cancelou duas notas fiscais emitidas para a corporação antes de receber qualquer pagamento.

A manifestação ocorreu depois de o portal Metrópoles afirmar que o escritório de advocacia de Flávio emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil. O escritório do senador emitiu e cancelou duas das notas para a Copenhagen, em 7 de abril de 2025.

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Segundo o senador, a reportagem tenta associá-lo indevidamente ao caso Banco Master.

“Tem muita gente muito incomodada com a minha candidatura à Presidência da República”, afirmou o senador. “Hoje o Metrópoles faz uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia.”

Flávio diz que recusou prestar serviço à Copenhagen

No vídeo, Flávio afirmou que seu escritório prestou serviços jurídicos à BR Global, nome fantasia da Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda. Segundo Flávio, a BR Global ofereceu a prestação de serviços à Copenhagen. O senador recusou a proposta e cancelou as notas fiscais.

“Eu fiz um trabalho para uma empresa”, disse o senador. “Fui contratado para isso. Prestei serviços advocatícios, tudo certo, em uma relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen.”

O presidenciável afirmou que decidiu cancelar as notas fiscais antes de qualquer movimentação financeira.

“Estou tendo que explicar por que eu não recebi o dinheiro dessa empresa”, enfatizou o parlamentar. “Como não quis trabalhar como advogado para ela, cancelei duas notas fiscais.”

Flávio também afirmou que os documentos cancelados não resultaram em prestação de serviços nem em pagamentos.

Senador critica reportagem e fala em perseguição

Flávio acusou o Metrópoles de não publicar sua versão dos fatos e questionou pagamentos recebidos pelo próprio portal da Copenhagen. Posteriormente, a manifestação escrita do senador foi inserida na matéria.

O senador também afirmou que não é investigado no caso e sugeriu que informações protegidas por sigilo foram vazadas à imprensa. Ao concluir o vídeo, Flávio relacionou o episódio à disputa eleitoral e afirmou que continuará na corrida ao Palácio do Planalto.

“Eu não vou desistir”, destacou. “Cada vez que sofro uma covardia como essa, fico ainda mais estimulado para transformar este país.”

Escritório emitiu terceira nota

Dois dias depois, em 9 de abril de 2025, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também de R$ 500 mil, para a Contábil Correa. Nesse caso, não houve cancelamento.

De acordo com documentos da Polícia Federal (PF), a Copenhagen foi aberta em novembro de 2024, com capital social de R$ 40, e recebeu R$ 58 milhões do Banco Master de 2024 a 2025.

A PF investiga a empresa por supostamente integrar uma estrutura usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.

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