A convenção estadual do PL em Santa Catarina, realizada neste sábado, 1º, foi marcada por críticas feitas pelo candidato do partido à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e às medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Em nenhuma Constituição da história do nosso Brasil, alguém que perdeu os direitos políticos, ficou também censurado, incomunicável e sem poder ver a sua família”, afirmou.
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O senador comparou a situação do pai ao período do Ato Institucional nº 5 (AI-5), editado durante o regime militar, o “único momento da história do Brasil onde alguém que não podia votar nem ser votado e também perdia sua voz”. “Foi no AI-5, tão criticado pelos atuais e falsos defensores da democracia.”
O presidenciável também vinculou a disputa eleitoral à futura composição do STF, destacando que o próximo presidente da República terá direito a novas indicações para a Corte.
“Imaginem mais um governo como o que nós temos hoje indicando quatro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal”, prosseguiu. “A política vai ser perseguida, a direita vai ser perseguida, a perseguição vai continuar.”
A convenção do PL em Santa Catarina oficializou a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello, além dos nomes de Carlos Bolsonaro e da deputada federal Carol De Toni para o Senado, e de Renan Bolsonaro e Júlia Zanatta à Câmara dos Deputados.
Vídeo de Bolsonaro
Durante o início do evento, o diretório estadual exibiu nos telões um vídeo com imagens de Bolsonaro e narração em primeira pessoa. A apresentação ocorreu uma semana depois de o uso de um vídeo produzido com inteligência artificial durante a convenção nacional do PL passar a ser contestado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e motivar pedido de esclarecimentos de Moraes.
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Em nota, o PL de Santa Catarina afirmou que o áudio exibido no evento “é verdadeiro, íntegro e foi gravado em um evento público realizado em 2019, sem qualquer manipulação digital”. Segundo o partido, as imagens utilizadas tiveram “caráter ilustrativo” e “não tiveram a finalidade de simular a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro no evento”.
Ao encerrar a convenção, o coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a eleição deste ano representa uma escolha entre dois projetos para o país e criticou a política de segurança defendida pelo governo federal.
“De um lado, estão aqueles que acreditam que criminosos têm que ser tratados como criminosos”, ressaltou. “Do outro lado existem aqueles que acham que os criminosos são vítimas da sociedade e aqueles que usam a droga e que traficam a droga são vítimas dos usuários.”
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