O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desafiou nesta terça-feira, 19, o Partido dos Trabalhadores (PT) a apoiar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Em coletiva de imprensa, o parlamentar afirmou que legendas ligadas ao governo tentam impedir o avanço do colegiado no Congresso Nacional.
Flávio deu a declaração no mesmo dia em que a imprensa revelou um encontro entre ele e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, em São Paulo, depois da primeira prisão do empresário.
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Segundo o senador, Vorcaro estava impedido de deixar a capital paulista por determinação judicial. Flávio afirmou que decidiu se reunir com o banqueiro para romper relações, depois de tomar conhecimento das denúncias de fraude envolvendo o banco.
Flávio cobra assinaturas para a CPI
Durante a coletiva, Flávio afirmou que o episódio reforça a necessidade de instalação da CPI. O senador criticou partidos de esquerda por não assinarem o pedido de criação da comissão.
“É mais urgente do que nunca a CPI do Banco Master, sim, porque vai ser a única forma de a gente separar bandido de inocente”, disse o senador.
Flávio confirma que esteve com Vorcaro após prisão; assista #BastidoresCNN pic.twitter.com/aApNJxEMQG
— CNN Brasil (@CNNBrasil) May 19, 2026
O senador afirmou que nenhum integrante da base governista teve “coragem” de assinar o pedido da CPI. Ele criticou ainda a atuação da Polícia Federal (PF) e disse considerar que parte da corporação está “aparelhada”.
Na coletiva, Flávio citou uma reportagem do portal Poder360. A matéria revelou uma reunião fora da agenda entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Daniel Vorcaro e Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central.
Disputa sobre a CPI
A discussão sobre a criação da CPI ganhou força com o avanço das investigações da PF sobre Vorcaro e pessoas ligadas ao Master.
Parlamentares da oposição defendem uma investigação ampla sobre as operações financeiras da instituição e possíveis conexões políticas do caso.
A base governista decidiu não assinar o requerimento por considerar que a proposta da oposição tem motivação política. Integrantes do governo avaliam que a comissão poderia desgastar o governo federal.
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