• Flávio Bolsonaro defendeu o envio de observadores internacionais para as eleições brasileiras durante encontro com diplomatas de mais de 40 países.
• O senador mencionou documentos da CIA sobre suspeitas acerca do processo eleitoral venezuelano e associou as urnas brasileiras à Smartmatic.
• A Justiça Eleitoral afirma que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem desenvolveu o sistema de votação utilizado no Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, defendeu nesta terça-feira, 21, em Brasília, a presença de observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil. Durante encontro com representantes diplomáticos de mais de 40 países, o congressista também associou as urnas eletrônicas à empresa de origem venezuelana Smartmatic.
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Ao mencionar documentos da CIA divulgados na última sexta-feira, 17, Flávio destacou as suspeitas de fraude no processo eleitoral venezuelano e declarou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa”. A Justiça Eleitoral nega a afirmação e diz que a Smartmatic nunca forneceu urnas nem softwares utilizados no Brasil.
Na sequência, o senador pediu que os países ampliem a participação de missões no pleito brasileiro. “Não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, afirmou. Segundo ele, especialistas também poderiam contribuir para tornar o processo “mais seguro e transparente”.
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Durante o evento, Flávio também citou a reunião realizada pelo então presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, em 2022. Segundo o senador, o pai manifestava “uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral”, para que os representantes estrangeiros levassem esse debate a seus países.
Na ocasião, o ex-presidente também defendeu mudanças no sistema eleitoral e contestou a segurança das urnas diante de diplomatas estrangeiros. A reunião foi posteriormente analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que condenou Bolsonaro à inelegibilidade por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Em nota, a campanha de Flávio afirmou que o senador “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro” e que o convite para observadores internacionais “segue uma prática adotada em diversas democracias”, em busca de “reforçar a transparência no sistema eleitoral”.
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